A eleição da intolerância: após tiros em caravana de Lula, uma facada em Bolsonaro

06/09/18 por Arthur Stabile

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Candidato estava em ato de campanha presidencial em Juiz de Fora (MG) quando foi esfaqueado na barriga; suspeito foi preso e levado à Polícia Federal

Instante em que Bolsonaro é atingido pela facada | Foto: Reprodução

O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) recebeu uma facada durante sua campanha na cidade de Juiz de Fora (MG). Vídeos mostram o momento em que o presidenciável é carregado nos ombros de apoiadores e um homem acerta uma facada em sua barriga. Ele foi levado à Santa Casa de Misericórdia. Um de seus filhos, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, disse no Twitter que o pai passa bem e que o ferimento teria sido superficial, mas a TV Globo afirmou que o candidato teria sido uma lesão no fígado e passaria por cirurgia.

O ataque a Bolsonaro ocorre quase seis meses após um outro atentado, dessa vez a tiros, que atingiu a caravana do então pré-candidato à presidência Luís Inácio Lula da Silva (PT), no Paraná. Um ônibus onde apoiadores de Lula viajavam foi atingido por tiros em um trecho da PR-473 entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. Até hoje, a polícia não conseguiu descobrir os responsáveis pelo crime.

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O ataque contra Jair Bolsonaro aconteceu por volta de 16h desta quinta (6/9), quando Bolsonaro passava pela Rua Halfeld, no centro do município, em meio aos seus apoiadores. Pelo vídeo é possível ver o braço do homem em meio à multidão acertando a facada no candidato.

De acordo com a Polícia Militar mineira, policiais faziam a segurança do ato político e um suspeito, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, foi preso. Ele será encaminhado para a PF (Polícia Federal) de Juiz de Fora, que é responsável pela investigação de casos envolvendo candidatos à Presidência – os presidenciáveis possuem homens da PF em meio a suas equipes de segurança.

Outros candidatos à presidência repudiaram o ataque a Bolsonaro, bem como organizações, a exemplo do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Human Rights Watch, através de sua diretora para o Brasil, Maria Laura Canineu.

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