Aparelha Luzia e Alma Preta promovem debate sobre jornalismo e questões raciais

    “Um dos erros do jornalismo é querer competir a notícia com o entretenimento das redes sociais”, afirma Rosane Borges

    Participantes do debate “Novas Plataformas de Comunicação e Mídias Raciais”, promovido em parceria entre o espaço de cultura negra Aparelha Luzia e o canal de mídia Alma Preta – Foto: Fernando Martins/Ponte Jornalismo

    O debate “Novas Plataformas de Comunicação e Mídias Raciais”, promovido em parceria entre o espaço de cultura negra Aparelha Luzia e o canal de mídia Alma Preta, discutiu as perspectivas futuras do jornalismo, com enfoque no tratamento de questões raciais.

    O evento foi realizado neste sábado (29/04), no Aparelha Luzia, no centro de São Paulo, e contou com a participação de Rosane Borges, professora doutora da USP, Vinicius Martins, do portal Alma Preta, e Antonio Junião, ilustrador e jornalista da Ponte Jornalismo.

    Cerca de cem pessoas acompanharam o debate, que abordou questões como a dificuldade de fazer jornalismo independente na atualidade e também sobre os tratamentos dados às questões raciais, de gênero e de classe pela mídia hegemônica. Os casos de Rafael Braga, Laura Vermont e de João Victor foram usados como exemplos de cobertura e suas contradições pelos veículos presentes.

    Para Rosane Borges, o caminho do Brasil rumo a um país melhor passa pelas questões de raça e gênero. Segundo ela, o jornalismo tem papel essencial nisso, assim como as redes sociais, mas confundi-los é um erro grande: “Um dos problemas do jornalismo é querer competir a notícia com o entretenimento das redes sociais”.

    Após as falas, o microfone foi aberto a perguntas do público e, ao fim do debate, o músico e poeta Akins Kinté tocou alguns de seus principais sons e fechou a noite com samba, rap e poesia.

    Cerca de cem pessoas compareceram ao debate “Novas Plataformas de Comunicação e Mídias Raciais” – Foto: Fernando Martins/Ponte Jornalismo

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