Autores de assassinato de líderes do PCC são identificados pela polícia do Ceará

Justiça cearense decreta seis mandados de prisão temporária, mas a suspeita é que pelo menos três dos acusados estejam mortos

Erick e Andrezinho Itapema foram alvos de mandado de prisão | Foto: reprodução

A Polícia do Ceará identificou os autores dos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mague”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, encontrados mortos no dia 15 de fevereiro em uma aldeia indígena, na região metropolitana de Fortaleza.

Segundo as investigações, os acusados pelos homicídios são Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, Erick Machado Santos, o “Neguinho da Baixada”, André Luis da Costa Lopes, o “Andrezinho Itapema”, Ronaldo Pereira Costa e Thiago Lourenço de Sá Lima.

O mandante do crime foi apontado como Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, segundo informou a Ponte, que também apurou que dois dos acusados, Andrezinho Itapema e Neguinho Rick da Baixada, teriam sido sequestrados e mortos. Um terceiro nome, o de José Adinaldo Moura, o “Nado”, não consta na relação dos participantes do crime, mas está desaparecido e uma das hipótese é que já esteja morto.

Segundo policiais civis, “Nado” teria sido sequestrado no dia 21/2, porque era muito ligado a “Cabelo Duro”. A Polícia acredita que o sequestro serviu para que ele dissesse onde estava o amigo. Há rumores de que a família ligou para o PCC para pedir o corpo dele com o objetivo de velar e enterrar, mas a resposta foi negativa. “Cabelo Duro”, afilhado de Gegê do Mangue no PCC, foi morto no último dia 22 de fevereiro São Paulo, no Tatuapé, zona leste, exatamente um dia depois da suposta captura de “Nado”.

Gegê do Mangue foi morto junto com Paca | Foto: Divulgação/SAP

“Neguinho Rick da Baixada” e “Andrezinho Itapema” teriam sido mortos na baixada santista, no litoral sul de São Paulo. O piloto do helicóptero usado na ação no Ceará, Felipe Ramos Morais, também está com a prisão temporária decretada e continua foragido. A aeronave foi abandonada em Fernandópolis, no interior de São Paulo, e apreendida pela polícia paulista.

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