‘Bolsonaro genocida’: movimentos exigem impeachment do presidente

Em repúdio às ações do governo federal no combate à pandemia de Covid-19, manifestantes ocuparam as ruas do centro de SP neste sábado (29)

Manifestantes caminham pela Rua da Consolação em São Paulo | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Diversos movimentos sociais, autônomos, de moradia, estudantil, negros, indígenas e centrais sindicais convocaram atos em todo o país em repúdio às ações do governo federal durante a pandemia da Covid-19 no Brasil, que já deixou mais de 460 mil mortos, e exigiram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que menosprezou a gravidade do vírus, divulgou e adquiriu medicamentos ineficazes cientificamente contra a doença e atrasou a aquisição de vacinas para imunizar a população.

Em São Paulo, a concentração se iniciou por volta das 16h em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, no centro da capital, percorreu uma faixa da Rua da Consolação e finalizou na Praça Roosevelt. O trajeto, apesar de curto, durou pelo menos até as 20h30, já que as ruas tiveram uma ocupação expressiva de pessoas. Em coro, gritavam “Fora, Bolsonaro” e “Bolsonaro genocida”.

Manifestantes carregam faixa em protesto contra Bolsonaro | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo
Manifestante estende bandeira com a figura do ex-presidente Lula | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

A maioria dos manifestantes usava máscaras, de pano ou do modelo PFF2, que é o mais indicado para prevenção ao vírus por especialistas. Por outro lado, os presentes tiveram dificuldade de manter o distanciamento social e houve aglomeração.

Manifestante na Av. Paulista | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo
Criança segura cartaz contra o presidente Jair Bolsonaro | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Cartazes e palavras de ordem entoavam que a população estava na rua porque o governo seria mais letal que o vírus. Marchinhas capitaneadas pelo Arrastão dos Blocos, grupo que reúne blocos de carnaval de rua da cidade, cantavam “o povo está se levantando pra dizer ‘Bozo, tchau, Bozo, tchau, Bozo, tchau, tchau, tchau’. O Bolsonaro é genocida e não vai nos derrubar”, em paródia da canção Bella Ciao, que ficou conhecida na série espanhola La Casa de Papel.

Pedestre caminha na Av. Paulista | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo
Manifestantes ocupam a Av. Paulista em São Paulo | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

O protesto teve menos interferência da Polícia Militar, que isolou algumas ruas, e estava com o efetivo aparentemente menor. Em determinado momento, já na Praça Roosevelt, pelo menos quatro policiais que faziam a gravação do ato discutiram com manifestantes antifascistas, que tentaram ocupar outra faixa da Rua da Consolação, mas depois se afastaram.

Policial Militar fotografa faixa de manifestantes em São Paulo | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo
Cavalaria da PM na manifestação contra o Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Outros manifestantes também acenderam fogos e tacaram fogo em lixo e em um boneco que remetia a figura do presidente.

Manifestante segura cartaz na Rua da Consolação em São Paulo | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

O protesto terminou de forma pacífica e grupos de pessoas migraram para bares das intermediações e outros permaneceram nas escadarias da Praça Roosevelt – já que parte do local havia sido interditado pela PM.

Policiais Militares aguardam o fim da manifestação em São Paulo | Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

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