Cabo da Polícia Militar mata capitão dentro de batalhão

    Merlyn Aparecida Petruz disparou dois tiros em Marcos Ono Honda em quartel do Choque em SP, onde ambos trabalhavam; motivação é desconhecida

    Merlyn (à esq.) deu dois tiros em Honda, que morreu na hora | Foto: Arquivo/Ponte

    A cabo da Polícia Militar de São Paulo Merlyn Aparecida Petruz matou o capitão dentista Marcos Ono Honda com dois tiros, na manhã desta terça-feira (12/5).

    O crime aconteceu às 9h, dentro do quartel do 3° Batalhão de Choque da Polícia Militar, na rua Amambaí, localizado na Vila Maria, zona norte da capital paulista, onde os dois trabalhavam.

    Os disparos atingiram o capitão no abdômen e no pulso esquerdo. Ele morreu no local. O corpo seguia no batalhão até as 16h, esperando a perícia.

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    As circunstâncias do crime estão sendo apuradas. Merlyn seguia sendo ouvida pela corporação durante esta tarde. A cabo foi presa em flagrante.

    A Ponte questionou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, administrada pelo general João Camilo Pires de Campos neste governo de João Doria (PSDB), e aguarda um posicionamento. Também solicitou à pasta entrevista com a policial e o contato de seus advogados.

    A reportagem também acionou a PM. A corporação informou que o próprio batalhão no qual Merlyn e Marcos trabalhavam será responsável pela investigação, pois se trata de um “crime militar”, sustenta. “A Polícia Militar lamenta profundamente o fato”, diz a nota.

    Atualização às 15h21 para incluir informação sobre pedido de entrevista com a policial.

    Correção: o sobrenome correto da policial é Petruz e não Cruz, como escrito anteriormente.

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