Calibre de uso exclusivo da PM é encontrado em local de chacina em SP

Quatro cápsulas de .40 foram localizadas ao lado de dois dos quatro mortos. Uso deste calibre é “assinatura” em chacinas

Três vítimas foram mortas na Rua Duarte Moreira, 95, em frente à casa de um dos garotos | Foto: Google Street View

Cápsulas de calibre .40, arma de uso exclusivo da Polícia Militar, foram encontradas pela perícia feita nas ruas da chacina ocorrida na Vila Miriam, zona norte de São Paulo. Quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas no ataque da madrugada de domingo (7/1). Uso deste calibre é uma espécie de assinaturas para chacinas.

Ao todo, quatro munições são provas coletadas: três estavam ao lado do corpo de Willian Tomas Oliveira Leite, na Rua Brasilina Vieira Simões, enquanto a quarta estava junto do corpo de Matheus da Silva Rocha, de 18 anos, na Rua Duarte Moreira. Bryan Dantas de Carvalho, 16, e Luís Vagner Gonçalves de Oliveira, 18, também morreram nesta rua.

A investigação também encontrou outros dois projéteis não especificados e três fragmentos de chumbo. Além das quatro vítimas fatais, outras duas pessoas acabaram baleadas, mas sobreviveram. Ambos estavam na Rua Santo Antônio dos Coqueiros, a 100 metros da Rua Duarte Moreira e menos de um quilômetro da Avenida Brasilina Vieira Simões, onde Willian fora encontrado.

Segundo o BO, Bryan, Matheus e Luís Vagner conversaram em frente à casa de Bryan quando homens encapuzados desceram de um Pálio prata e dispararam. Quatro tiros atingiram Matheus, três Bryan e Luís Vagner também foi atingido – sem especificação de quantas balas. O documento não detalha se os ataques a Willian e aos dois sobreviventes foram antes ou depois das três mortes, ocorridas por volta das 3h30.

“Pelas circunstâncias de tempo e lugar, acredita-se que tais ocorrências estejam relacionadas, porém, tal afirmação deverá ser confirmada durante a investigação”, consta no boletim de ocorrência. A 3ª Delegacia de Homicídios Múltiplos do DHPP, da Polícia Civil, está responsável por apurar o crime, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.

“Diligências foram feitas com o intuito de colhermos maiores dados que pudessem auxiliar a investigação, porém, restaram infrutíferas, razão pela qual foi instaurado inquérito policial para cabal apuração dos fatos”, segue o B.O.

Os dois sobreviventes, de 46 e 48 anos, seguem internados no Hospital de Pirituba e na Santa Casa de Misericórdia. Ambos ainda serão ouvidos pelos investigadores.

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