Única câmera de segurança não registrou ataque com três mortes na Vila Miriam

Polícia Civil solicitou gravações de casa em frente ao local das mortes de Bryan, Matheus e Luís Vagner, mas equipamento estava sem fita

Rua de um dos ataques na Vila Miriam | Foto: Caio Castor/Pavio

A única câmera de segurança posicionada em frente ao local onde três pessoas morreram na chacina da Vila Miriam, zona norte de São Paulo, na madrugada de 7 de janeiro, não registrou imagens do ataque. A Ponte estava presente quando investigadores da Polícia Civil solicitaram a fita do equipamento à moradora do local.

“Na correria do dia a dia, acabamos não trocando as fitas. Colocamos a câmera na parede mais por garantia, para dar segurança, só que não temos nenhuma imagem do dia do ataque. Eu queria poder ajudar, mas a câmera não gravou nada, estava sem fita, falei para os policiais”, explica a dona da casa, que pediu para não ser identificada, em conversa com a reportagem.

Dois agentes da 3ª Delegacia de Homicídios Múltiplos, responsável pela apuração do caso, permaneceram menos de cinco minutos na Rua Duarte Moreira. Na altura do número 300, morreram Bryan Dantas de Carvalho, de 16 anos, Matheus da Silva Rocha e Luís Vagner Gonçalves de Oliveira, ambos de 18.

Questionada sobre a visita dos investigadores e o andamento das investigações, a SSP (Secretaria da Segurança Pública), através de sua assessoria de imprensa terceirizada, CDN Comunicação, esclareceu às 18h10 de terça-feira (16/1) que as investigações seguem seu curso.

“Nesta terça-feira (16), uma equipe do departamento esteve no local para verificar sistemas de monitoramento da rua e possíveis novas testemunhas presenciais do fato que possam auxiliar nas investigações e identificação de suspeitos”, apontou a pasta, em nota, sem mais detalhes.

Ao todos, quatro pessoas morreram nos ataques do dia 7 de janeiro. Além de Bryan, Matheus e Luís Vagner, uma quarta vítima, Willian Tomas Oliveira Leite, acabou baleada na Rua Brasilina Vieira Simões, a menos de um quilômetro. Ele não resistiu aos ferimentos. Outras duas pessoas foram feridas na Rua Santo Antônio dos Coqueiros, menos de cem metros da Duarte Moreira, mas sobreviveram.

Perícia feita na área dos ataques encontrou quatro cápsulas de calibre .40, de uso exclusivo do Estado. Este fato fez com que a Ouvidoria das Polícias de São Paulo solicitasse a participação do Ministério Público estadual nas investigações. Aceito o pedido, a promotora Renata Cristina Oliveira está designada para tal função, mas, até o momento, não concedeu nenhuma entrevista sobre o caso.

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