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Depois das Grades – Marcos Eder: o pastor que tentou enganar Deus

19/01/21 por Claudia Belfort, especial para Ponte Jornalismo

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Preso por roubo, Marcos Eder quis fazer um acordo fajuto com o criador, mas acabou se convertendo para valer. Ser pastor, contudo, não o livrou do estigma de ex-presidiário

“O impossível é para você! O impossível é para você!”, repete aos gritos, o pastor Marcos Eder de Oliveira, 32 anos, enquanto aponta, com gestos fortes, para integrantes de uma plateia de cerca de 20 fieis, na Igreja Pentecostal Tocha Acesa, no Grajaú, zona sul da cidade de São Paulo. Com a voz já rouca após quase uma hora de pregação, Marcos sabe do que está falando. Ele fez o que parecia impossível para muitos. Entrou na vida errada, foi preso e hoje vive honestamente, com a mulher e dois filhos, numa pequena casa de três cômodos — na beira de um córrego, com severas restrições financeiras.

Fora do púlpito, Marcos fala manso, tem pensamento rápido e voz quase sussurrada. É filho do Grajaú, distrito de São Paulo que tem o sétimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo da capital, 0,754 (o mais alto é o do bairro de Moema, com 0,981). Cresceu na Favela Sucupira, onde vive até hoje, e foi criado pela segunda esposa do pai, a quem ele chama de mãe de coração e de sangue.

Com a mãe biológica, Andréa Maria, tem pouco contato. Agredida a faca pelo marido, Marco Antônio, pai de Marcos, ela fugiu de casa levando o menino, que tinha pouco mais de dois anos. Logo foi obrigada a voltar. O ex-companheiro esteve na casa da família dela, revoltado com o sumiço de Andréa. Para pressionar pela volta da ex-mulher, cortou a mangueira de gás e ameaçou pôr fogo em tudo, caso ela não reaparecesse com a criança.

Leia a reportagem completa no Depois das Grades

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