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Desaparecimento de jovens após relato de “enquadro” completa seis dias

27/10/16 por Giorgia Cavicchioli, especial para a Ponte Jornalismo

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Em mensagem por whatsapp, um dos rapazes disse que fora parado pela polícia 

Desde a última sexta-feira (21), familiares de quatro rapazes, entre 16 e 19 anos, e de um motorista, contratado por eles,  vivem a aflição de não terem notícia alguma sobre o grupo. A última informação que a família diz ter a respeito do desaparecimento é um áudio que Jonathan mandou para uma amiga dizendo que havia sido parado pela polícia naquele dia:

“Ei, tio. Acabo de tomar um enquadro ali.

Os polícia tá me esculachando”

Como pode cinco pessoas sumirem e ninguém ver nada?

 

Caramante

Amigos estão desaparecidos – Foto: Arquivo Pessoal

Os amigos Jonathan, Caíque, César e Robson, todos da zona leste de São Paulo,  estavam a caminho de uma chácara, onde marcaram de se encontrar com algumas jovens que conheceram pelas redes sociais. Para levá-los até lá, haviam contratado um colega conhecido como “Síndico”,

“Não temos nem sinal deles. Como pode cinco pessoas sumirem e ninguém ver nada?”, diz Adriana Nogueira Moreira, mãe de Jonathan. Ela afirma que não sabia exatamente para onde seu filho estava indo, pensava que iria a uma balada e que voltaria no dia seguinte, como sempre fazia. Segundo Adriana, os quatro tinham passagens pela Fundação Casa.

Preocupados com a demora dos rapazes – já era sábado e eles  ainda não haviam voltado – , as famílias se uniram para fazer uma busca  e  encontraram o carro que usavam abandonado no Rodoanel. No veículo, havia apenas fraldas e curativos de um dos meninos: Robson, que é deficiente físico. Sua tia, Amélia Maria Donato, diz que ele ficou deficiente depois de levar um tiro nas costas em um acidente e que mesmo assim continuava saindo normalmente com os amigos. “Os amigos dele levavam ele. Ele sai bastante, sempre vai em festa de aniversário, em chácara”.

Os familiares chegaram a rastrear o celular de César e identificaram sinais do aparelho, na segunda-feira, portanto dois dias após o desaparecimento, por Atibaia, Bragança Paulista e no shopping Aricanduva. Acontece que no sábado, depois que o áudio fora mandado para a amiga, Amélia havia tentado ligar para os jovens e todos as ligações caíam na caixa postal.

O caso foi registrado no 55º Distrito Policial.

A Secretaria de Segurança Pública informou em nota “foi instaurado Procedimento de Investigação de Desaparecimento (PID) para investigar o caso no DHPP. O carro usado pelos jovens foi periciado e as famílias foram notificadas para comparecerem no departamento. Mais informações não podem ser passadas para não prejudicar as investigações”.

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