x

Ajude a Ponte

Você sabe que a Ponte está do seu lado. Mas, além de coragem, a nossa luta pela igualdade social, racial e de gênero precisa de recursos para se manter. 

Com uma contribuição mensal ou anual, você ajuda a manter a Ponte de pé. Além disso, garante acesso aos bastidores da nossa redação e uma série de benefícios.

Ajude a Ponte

Edson Cardoso: ‘Base do racismo no Brasil é o estigma que desumaniza o outro’

07/08/20 por Antonio Junião e Sérgio Silva

Compartilhe este conteúdo:

Jornalista e cocriador do movimento negro brasileiro explica como a desumanização baseada na cor da pele estrutura as desigualdades brasileiras

Para entender o racismo, é preciso entender suas bases e estruturas sobre as quais ele foi criado. E, segundo o professor e jornalista Edson Cardoso, uma dessas bases é o estigma. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestre em Comunicação pela universidade de Brasília, o professor concedeu uma entrevista à Ponte.

Edson Cardoso, professor e jornalista | Foto: Sergio Silva/Ponte Jornalismo

“A estigmatização é desumanizadora”, afirma o professor Cordeiro ao explicar que a prática de estigmatizar tem como objetivo de “animalizar o outro”. A prática da desumanização atinge corpos, etnia, gênero, territórios e funciona também como base estruturante do racismo e demais violências e desigualdades.

Segundo Cardoso, “o racismo atravessa a nossa sociedade desde sempre”, e a luta dos movimentos negros passa pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com equidade por direitos. Para isso que isso aconteça é necessário que se combata o racismo estrutural enraizado na sociedade, uma vez que a desigualdade racial construída historicamente funciona como base das violências que sofrem corpos negros e não brancos e habita o imaginário social, impedindo qualquer avanço de uma sociedade rumo a democracia.

Construa a Ponte

Edson Cardoso foi um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU) e Iidera o Centro de Documentação, Comunicação e Memória Afro-Brasileira Ìrohin, que na língua iorubá, significa notícia.

É defensor da poesia como gesto político e, como profissional da área de comunicação, destaca a necessidade de o Estado cobrar da imprensa brasileira uma postura contra o racismo no Brasil.

Já que Tamo junto até aqui…

Que tal entrar de vez para o time da Ponte? Você sabe que o nosso trabalho incomoda muita gente. Não por acaso, somos vítimas constantes de ataques, que já até colocaram o nosso site fora do ar. Justamente por isso nunca fez tanto sentido pedir ajuda para quem tá junto, pra quem defende a Ponte e a luta por justiça: você.

Com o Tamo Junto, você ajuda a manter a Ponte de pé com uma contribuição mensal ou anual. Também passa a participar ativamente do dia a dia do jornal, com acesso aos bastidores da nossa redação e matérias como a que você acabou de ler. Acesse: ponte.colabore.com/tamojunto.

 

Todo jornalismo tem um lado. Ajude quem está do seu.

Ajude

Comentários

Comentários

Compartilhe este conteúdo: