Iniciativas independentes lançam associação de jornalismo digital

Estreando no Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, a Ajor – Associação de Jornalismo Digital reúne 30 veículos e tem como objetivo fortalecer o jornalismo brasileiro a partir da diversidade de vozes e construção de novas narrativas

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No data que celebra o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, nesta segunda-feira (7/6), iniciativas independentes oriundas das cinco regiões do país e que nasceram na internet lançam a Ajor – Associação de Jornalismo Digital.

A associação foi gestada pelos organizadores do Festival 3i de Jornalismo Inspirador, Inovador e Independente, que teve sua primeira edição em 2017 e é o primeiro no continente voltado para a inovação e empreendedorismo, questões essenciais para esta nova geração do jornalismo digital. A Ajor estreia com 30 veículos associados, tendo como principal missão o fortalecimento do jornalismo brasileiro.

As atividades da entidade organizam-se em três eixos de atuação: a profissionalização e fortalecimento das associadas (orientações sobre melhores práticas e construção de parcerias para formação), a defesa do jornalismo e da democracia (monitoramento de decisões do poder público, criação de ferramentas de defesa legal e organização de eventos) e a promoção de diversidade. Mais de 20 das 30 organizações fundadoras têm mulheres e pessoas negras em posição de liderança.

Compõem a Ajor: Agência Amazônia Real, Agência Mural, Agência Saiba Mais, Alma Preta, data_labe, Eco Nordeste, Énois Laboratório de Jornalismo, Gênero e Número, InfoAmazonia, Instituto O Joio e O Trigo, JOTA, MyNews, Nexo Jornal, Nós, mulheres da periferia, Periferia em Movimento, Plural, Portal Catarinas, Projeto #Colabora, Repórter Brasil, Revista Afirmativa, ((o))eco, Agência Pública, Aos Fatos, Congresso em Foco, Ponte Jornalismo, Marco Zero Conteúdo, Maré de Notícias Online, Meio, Rádio Novelo e Revista AzMina.

Natalia Viana, primeira presidente da associação e diretora executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, afirma que sua gestão priorizará a consolidação das mudanças pelas quais passou o jornalismo no Brasil. “Os veículos digitais estão há alguns anos liderando a inovação no jornalismo brasileiro. A associação vem para fortalecer esse cenário e portanto melhorar o nosso jornalismo como um todo em um momento em que ele enfrenta sérios desafios”.

Já Antonio Junião, diretor de arte e projetos da Ponte e conselheiro da Ajor, destaca a importância de se ter “equidade de vozes dentro de questões do jornalismo brasileiro” a fim de englobar suas diversidades que não eram representadas dentro do jornalismo tradicional e pautar novas narrativas. “A diferença de poder econômico das organizações nativo-digitais e das organizações do jornalismo tradicional são gigantescas, em termos de poder financeiro e de influência política também, então a Ajor vem para trazer equidade nesse diálogo e dar protagonismo para essas organizações para que a gente consiga influenciar no tipo de jornalismo que é feito no Brasil, influenciar nos debates e deixá-los mais democráticos porque é disso que se trata hoje: comunicação como instrumento de democracia”, enfatiza.

Para comemorar o lançamento, o Conselho da Ajor convidou o professor Rosental Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas para uma live no dia 10 de junho, às 19h. Rosental, que contribuiu para a articulação que levou à formação da Ajor, vai conduzir a conversa com os representantes da nova associação. A partir de julho, a Ajor realizará Conversas Abertas transmitidas via Facebook Live, Linkedin e canal do YouTube com um/a convidado/a, que compartilhará o processo de construção de um conteúdo ou produto que seja um case de sucesso do jornalismo digital brasileiro.

Saiba mais sobre a associação em ajor.org.br.

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