Jovem que teve testa tatuada é preso acusado de furtar desodorantes

25/03/18 por Maria Teresa Cruz

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Proprietário de clínica onde Ruan Rocha passa por tratamento divulgou comunicado nas redes sociais afirmando que garoto teve uma recaída

Foto: Maria Vitória Ramos/Ponte

Ruan Rocha, de 18 anos, foi detido em flagrante neste sábado (24/3) em um supermercado em Mairiporã, na Grande São Paulo, onde teria tentado furtar 5 frascos de desodorante. O jovem está passando por tratamento em uma clínica de recuperação de dependentes químicos na região desde o ano passado, quando teve a testa tatuada por Maycon Wesley Carvalho dos Reis, depois de ser acusado de roubar uma bicicleta em São Bernardo do Campo. Reis tatuou “Eu sou ladrão e vacilão”. O ato foi gravado pelo pedreiro Ronildo Moreira de Araújo e depois divulgado pelo Whatsapp. Ambos foram julgados e condenados, juntos, a mais de 6 anos de prisão por lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.

Segundo informações do UOL, o dono do estabelecimento, localizado na Estrada Arão Sahm, no Jardim Nipon, informou à polícia que viu o jovem colocando dois frascos dentro da calça. Na saída, ao ser abordado, foi descoberto que Ruan tentava furtar cinco desodorantes. De acordo com o G1, foi paga uma fiança de R$ 1 mil e Ruan foi liberado, tendo retornado à clínica logo depois.

O proprietário da clínica onde Ruan passa por tratamento, Sérgio Castillo, publicou nas redes sociais uma nota em que informa que o jovem teve uma recaída. “Para evitar maiores rumores, informamos que o paciente Ruan Rocha (o jovem que foi tatuado na testa) cuja história é de conhecimento de todos, foi internado na Grand House há nove meses e ja se encontrava em fase de ressocialização, quando se ausentou da clínica ontem, quando teve um lapso de recaída. No entanto, foi resgatado novamente e se encontra de volta ao tratamento dando continuidade ao seu processo de recuperação. É importante que todos saibam que a dependência química é uma doença crônica e incurável, porém com possibilidades de recuperação. Vamos nos abster de julgamentos e apenas elevar nossos pensamentos e pedir a Deus que o ajude”, diz a publicação.

A Ponte procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) por e-mail para saber as circunstâncias da prisão, mas não obteve retorno.

Em fevereiro deste ano, a Ponte entrevistou Ruan, que falou sobre o processo de recuperação, que inclui a remoção da tatuagem e o tratamento da dependência química. Na ocasião, Ruan falou de alguns sonhos, como voltar a estudar, e falou que reconhecia estar tendo uma segunda chance. Confira:

 

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