“O mundo é um lugar horrível para ser mulher”, diz escritora ao denunciar estupro

Clara Averbuck relatou nesta segunda-feira (28), em post no Facebook, ter sido estuprada por um motorista de Uber na última noite

A escritora Clara Averbuck. | Foto: Reprodução Facebook

Em um desabafo que já tem mais de 11 mil reações e 1430 compartilhamentos no Facebook, a escritora Clara Averbuck denunciou, nesta segunda-feira (28/08), ter sido estuprada por um motorista de Uber, na noite passada. “Fui violada de novo, violada porque sou mulher, violada porque estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido também. O nojento do motorista do Uber aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim”, escreveu.

A escritora afirmou ainda que não sabia se prestaria queixa na Delegacia da Mulher. “Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa delegacia da mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar. Não quero impunidade de criminoso sexual mas também não quero me submeter à violência de Estado. Justamente por ter levado tantas mulheres na delegacia é que eu sei o que me espera. Estou ponderando”.

Abaixo, o relato de Averbuck na íntegra:

O post, que gerou revolta nas redes sociais, deu origem à hashtag #MeuMotoristaAbusador, para encorajar outras mulheres a denunciarem abusos praticados por motoristas.

Questionada pela reportagem sobre o episódio, a Uber enviou a seguinte nota: “A Uber repudia qualquer tipo de violência contra mulheres. O motorista parceiro foi banido e estamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.  Acreditamos na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência contra a mulher”.

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