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Pedro Casaldáliga ‘será imortal, porque quem ama não morre’, diz Júlio Lancelotti

08/08/20 por Caê Vasconcelos

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Um dos principais guerreiros pelos direitos humanos no Brasil, bispo morreu neste sábado aos 92 anos

“Será imortal, porque quem ama não morre jamais”, diz Padre Júlio Lancelotti (à dir.) sobre Dom Pedro (à esq.) | Fotos: Daniel Arroyo/Ponte e Reprodução

Profeta, poeta, irmão de todos. É assim que o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, define o bispo Pedro Casaldáliga, um dos principais nomes na luta pelos direitos humanos do Brasil, que morreu neste sábado (8/8), em decorrência de problemas respiratórios, aos 92 anos.

Dom Pedro se foi no dia em que o Brasil atingiu 100 mil mortos na pandemia do coronavírus, justo ele que “lutava contra o genocídio”, lembra Lancelotti. “A morte dele nesse dia é uma denúncia de um genocídio que ataca os povos indígenas, os quilombolas e as periferias”, diz.

Dom Pedro Casaldáliga morreu neste sábado (8/8) | Foto: Reprodução

Dom Pedro atuava como bispo emérito na diocese de São Félix do Araguaia, cidade a 1,149 km de Cuiabá, no Mato Grosso. Dedicou sua vida à luta pelos direitos povos indígenas e contra a violência de grileiros, madeireiros, garimpeiros e grandes produtores rurais.

Leia também: Padre Julio Lancellotti, defensor dos pobres, é alvo de nova ameaça de morte em SP

Nascido na Espanha, em 1928, o bispo chegou ao Brasil em 1968, durante a ditadura militar, da qual foi um duro opositor. É um dos fundadores do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e da CPT (Comissão Pastoral da Terra).

Lancelotti lembra que o país vive um momento de frequentes ataques aos direitos humanos, principalmente contra os indígenas e os quilombolas, por quem Dom Pedro tanto lutou.

“Quando se ataca um direito humano se está atacando a outros. É um momento muito importante de lutarmos pela vida com dignidade como Dom Pedro fazia, sempre estando ao lado dos mais pobres”, afirma.

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“Dom Pedro é irmão de toda vida, da humana e da natureza, sem nenhuma discriminação e preconceito. Ele é o poeta que canta a vida e descreve a dor, que anuncia a esperança e o amor. Será imortal, porque quem ama não morre jamais”, completa.

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