PM acusado de participar de maior chacina de SP será julgado em fevereiro

14/12/17 por Maria Teresa Cruz

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Julgamento de Victor Cristilder, que foi desmembrado dos outros dois policiais e do guarda civil envolvidos, está marcado para 26 de fevereiro, às 13h

Em uma das audiências que resultou na sentença de mais de 600 anos aos dois PMs e um guarda civil | Foto: Arthur Stabile

O destino do cabo da PM Victor Cristilder deverá ser decidido no dia 26 de fevereiro de 2018, a partir das 13h, no Fórum de Osasco, na Grande São Paulo. Ele é o quarto acusado de participar da maior chacina de São Paulo, em Osasco,  em agosto de 2015, que resultou na morte de 17 pessoas, a ser julgado. Em setembro, os policiais militares Fabrício Eleutério e Thiago Henklain e o guarda civil municipal Sérgio Manhanhã foram condenados a mais de 600 anos de prisão.

Na ocasião, o promotor Marcelo Oliveira explicou que o julgamento de Victor só não aconteceu porque faltaram alguns documentos na fase final.

À Ponte, Oliveira explica que o fato de Cristilder ser julgado separadamente dos outros não dá a certeza de absolvição ou condenação. “A condenação anterior, principalmente a do Sérgio Manhanhã, o coloca em uma situação desfavorável, porque os jurados, ao reconhecerem que aquela troca de mensagens consubstanciava o ‘ok’ para o início e o êxito da chacina, teriam, forçosamente, de reconhecer o mesmo em relação ao interlocutor, Christilder”, explica. “O problema é que no júri, em que é vedada por lei a participação dos mesmos jurados que condenaram os outros 3, não se pode confiar na lógica. Serão 7 cabeças diferentes, influenciadas por motivos vários, muitos deles desconhecidos às vezes. Será outro júri com resultado imprevisível”, conclui.

Os assassinatos pelos quais os três foram condenados e Cristilder é réu fazem parte dos 23 ocorridos entre 8 e 13 de agosto de 2015.

A Ponte entrou em contato com o escritório de advocacia de João Carlos Campanini, responsável pela defesa do PM, e questionou se haverá interesse em interpor algum recurso para protelar o julgamento e se o fato de Victor ser julgado separadamente pode atrapalhar ou ajudar. Até a publicação desta matéria não houve retorno.

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