Policiais civis zombam da sala de troféus da Ponte Preta e viram alvo de investigação

Policiais civis zombam da Associação Atlética Ponte Preta - Imagem: Reprodução

Fábio Rogério Fernandes Fantinatto, Darjan Lopes de Oliveira e Márcio Marques Menicheli ridicularizam ausência de títulos nacionais e estaduais conquistados pelo clube

Fantinatto (à esq.) e Oliveira (à dir.) caçoam enquanto Menicheli faz imagens (ao centro) do salão nobre do estádio Moisés Lucarelli / Reprodução

Três policiais civis viraram alvo de investigação por conduta indevida após gravarem vídeo no estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta. Nas imagens, os agentes zombam da sala de troféus do clube, filmando um salão vazio.

As imagens foram feitas antes do jogo entre o clube e o Palmeiras, no domingo (25/6), pelo Campeonato Brasileiro. Fábio Rogério Fernandes Fantinatto, Darjan Lopes de Oliveira e Márcio Marques Menicheli ridicularizam o fato de o Alvinegro, fundado em 1900, nunca ter conquistado títulos relevantes em âmbito estadual ou nacional.

 

“A gente está aqui hoje, fazendo um trabalho obrigatório de ter que vir aqui no jogo da Ponte e o Palmeiras. Obivamente, acabamos conhecendo os bastidores daqui. E onde estamos agora?”, questiona Menicheli.

“Estamos próximos à sala de troféus da Ponte”, responde Fantinatto.

“Estamos na sala de troféus da Ponte Preta. Entendeu?, volta a dizer o primeiro agente, mostrando o salão nobre do estádio, com mesas e cadeiras, mas sem taças.”

“Cadê?, retruca o segundo policial”.

“Não tem”, diz Oliveira.

“Olha aqui, gente, vou passar de novo. Sala de troféus da Ponte Preta. Ali está estátua do Dicá”, finaliza Fantinatto, mostrando a imagem de um dos jogadores ídolos da equipe.

Após receber as imagens, a diretoria do clube campineiro considerou o vídeo gravado de forma “desrespeitosa e inadaquada” e “ofensivo à insituição e à torcida”. O clube quem divulgou a abertura de investigação por parte da Corregedoria da Polícia Civil para analisar a conduta de Fantinatto, Oliveira e Menicheli.

Com a repercussão do vídeo, o trio de policiais civis enviou um pedido de desculpas à diretoria da Ponte Preta.

“O vídeo que fizemos seria para uma brincadeira, com amigos nossos, de um grupo fechado”, explicaram os agentes.

“Visto fora de contexto do grupo, dá uma outra conotação, mas que garantimos que não era a de ofender a Associação Atlética Ponte Preta, nem seu presidente, nem sua diretoria, funcionários e torcedores. Portanto, nos desculpamos pela infeliz brincadeira”, prosseguem no texto, assinado no dia 26 de junho.

Um dos argumentos de Márcio, autor do vídeo, é de não imaginar a repercussão que o caso alcançou. Em nota a Polícia Civil declarou que “nutre grande respeito e admiração pelos clubes de futebol da cidade (Campinas) e por seus torcedores, sem qualquer preferência ou distinção”.

“O conteúdo representa a opinião pessoal dos servidores que nele aparecem, apenas. A Polícia Civil já está adotando as medidas para que eles se justifiquem”, diz a instituição, em nota à imprensa.

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