PonteCast | Entendendo os movimentos antifascistas e antirracistas

06/06/20 por Ponte Jornalismo

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No episódio 69, conversamos com a historiadora Suzane Jardim sobre como os movimentos se interligam e como surgiram no Brasil

Em meio à pandemia do coronavírus, a violência policial e os assassinatos da população negra, no Brasil e nos EUA, não pararam. O resultado foi o mesmo nos dois países: manifestações.

O assassinato de George Floyd, em 25 de maio, morto por policiais de Mineápolis, em Minnesota, nos EUA, causou um levante popular com os dizeres “Black Lives Matter“, que significa “Vidas Negras Importam”.

No Brasil, após a morte de João Pedro Matos Pinto, 14 anos, assassinato dentro de casa pela polícia, ativistas negros e antirracistas se reuniram em um ato organizado pelo Movimento de Favelas do Rio de Janeiro, para pedir o fim da violência policial nas favelas do estado.

Em São Paulo, a manifestação foi contra o fascismo, organizada pelas torcidas organizadas de times de futebol, que terminou com mais de duas horas de repressão policial.

Com esses levantes e manifestações, dois assuntos vieram à tona nos últimos dias: o antifascismo e o antirracismo. A Ponte explicou essa semana como as duas lutas se interligam e o surgimento do movimento antifascista no Brasil.

Para falar mais sobre o assunto, convidamos a historiadora Suzane Jardim, mestranda em ciências humanas e sociais, que também é educadora e pesquisadora nas áreas de história negra e criminologia, para falar mais sobre o assunto na live da semana.

Também falamos sobre movimento antirracista, racismo estrutural, genocídio da população negra e violência policial: “Racismo estrutural virou desculpa para qualquer merda. Racismo estrutural é o entendimento de que toda história moderna tem um pezinho no racismo. É entender que o direito vai ser racista, que a economia vai ser racista, que as políticas públicas vão ter lógicas racistas porque foram pensados em um viés branco”.

“Na história do nosso país, em maior ou menor grau, o pensamento fascista sempre pairou. Não tivemos uma pausa. A ditadura não bate com todos os preceitos de Mussolini ou Hitler, mas o pensamento fascista está lá. A mesma coisa com a situação política atual”, afirmou Jardim.

Solta o som!

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