PonteCast: Magó, 25 anos, vítima do machismo

08/02/20 por Ponte Jornalismo

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No episódio 52, entrevistamos Mauricio Borges, pai de Maria Glória Poltonrieri Borges, vítima de violência sexual e feminicídio no Paraná

A bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, 25 anos, foi encontrada morta no dia 26 de janeiro, um domingo, em uma mata perto da cachoeira Massambani, em Mandaguari, no Paraná.

Magó, como era conhecida por amigos e familiares, foi estuprada e depois morta estrangulada, de acordo com as informações da Polícia Civil.

O pai dela, o publicitário Mauricio Borges, participou do episódio 52 do PonteCast onde contou a história da filha, falou da dor e do desejo de justiça. Além disso, afirmou que, a partir de agora, terá a luta pelo direito das mulheres e combate à violência contra a mulher como razão de viver.

“Eu nunca tinha sentido e percebido na pele como o machismo é uma coisa deplorável. Quando vi minha filha destroçada naquela mata, percebi que estamos em uma sociedade doente”, afirmou. “Ao mesmo tempo que me fez sentir muito, me deu uma força gigante para seguir nessa luta. No dia que minha filha morreu, eu decidi que a luta para que a gente mude essa cultura assassina vai virar meu objetivo de vida”.

Segundo o pai, Magó estava muito envolvida com um grupo de mulheres dedicado a estudar o feminino, a ancestralidade e a espiritualidade. Na data do crime, a bailarina tinha ido fazer um ritual por causa do dia São Sebastião, sincretizado em Oxóssi nas religiões de matriz africana, cuja data exata era 20 de janeiro, início da semana. “Ela foi fazer a reza dela e não voltou mais”, lamentou.

Profissionais das polícias de Maringá, Mandaguari e Apucarana trabalham atualmente no caso, que segue sendo investigado nessa espécie de força-tarefa.

Durante o episódio 52, Mauricio quis rebater as declarações da proprietária da pousada que fica perto da cachoeira que, em entrevista ao Balanço Geral, da TV Record local, declarou que viu pela última vez a vítima por volta das 16h30 do dia 25/1 e, ao notar que anoitecia e tendo encontrado os pertences de Magó, não conseguiu contato com a família porque o celular dela estaria desligado. “Isso tem devastado nossa vida”, aponta Mauricio.

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