Prefeitura de SP reconhece nome feminino de funcionária travesti

    Conheça a história de Dediane Souza que conquistou o direito de usar oficialmente seu nome feminino

    Dediane Souza, 25 anos, natural de Santana do Acaraú, no Ceará, é a quarta de 6 irmãos. Registrada no RG como José Batista de Souza, desde pequena usa apelidos. Na adolescência, criou a própria alcunha “Dediane”, mistura do nome da irmã Lidiane com Dedé, um de seus apelidos.

    Primeira servidora da Prefeitura de São Paulo a ser nomeada para um cargo público com seu nome social – aquele que escolheu para si, adequado à sua identidade de gênero -, Dediane admite ter um grave problema com seu nome de batismo. “José Batista foi o que minha mãe me deu. Meu nome é Dediane Souza”, afirma.

    Com discurso firme na afirmação dos direitos da comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), Dediane exibiu um sorriso aberto durante quase toda a entrevista. Seu semblante ficou sério ao cobrar respeito do poder público. “Que bom seria que tivéssemos um Judiciário e um Legislativo que compreendessem a necessidade da retificação do nome civil, ou seja, a alteração do nome civil, adequando-o à identidade de gênero.”

    Assista a entrevista com Dediane Souza, a primeira pessoa a ser reconhecida com seu nome social pela Prefeitura de São Paulo:

    Reportagem: Paulo Eduardo Dias
    Fotografia: Preto Brasileiro
    Edição: Gabriela Bernd

    Comentários

    Comentários

    Já que Tamo junto até aqui…

    Que tal entrar de vez para o time da Ponte? Você sabe que o nosso trabalho incomoda muita gente. Não por acaso, somos vítimas constantes de ataques, que já até colocaram o nosso site fora do ar. Justamente por isso nunca fez tanto sentido pedir ajuda para quem tá junto, pra quem defende a Ponte e a luta por justiça: você.

    Com o Tamo Junto, você ajuda a manter a Ponte de pé com uma contribuição mensal ou anual. Também passa a participar ativamente do dia a dia do jornal, com acesso aos bastidores da nossa redação e matérias como a que você acabou de ler. Acesse: ponte.colabore.com/tamojunto.

    Todo jornalismo tem um lado. Ajude quem está do seu.

    Ajude

    mais lidas