Procuradora do Estado de SP é presa por embriaguez ao volante, fuga e desacato

Documento oficial da procuradora Maria Helena Martone Grazzioli, detida por embriaguez ao volante, fuga e desacato

Maria Helena Martone Grazzioli atingiu um ciclista e um táxi com sua Land Rover antes de fugir do local. Aos policiais, disse que “ganham salários de fome e jamais teriam um carro igual ao dela”

Documento oficial da procuradora Maria Helena Martone Grazzioli, detida por embriaguez ao volante, fuga e desacato

A procuradora geral do estado de São Paulo Maria Helena Martone Grazzioli, 54 anos, foi presa em flagrante na noite de terça-feira (21/6), acusada de embriaguez ao volante, fuga do local de acidente e desacato. Detida no 2º DP, na região do Bom Retiro, ela pagou fiança na manhã desta quarta-feira (21/6) e foi liberada.

Grazzioli dirigia um Land Rover, modelo Freelander, quando atingiu um ciclista e a traseira de um táxi no cruzamento da avenida São João com a avenida Angélica, antes de fugir do local do acidente em alta velocidade. Após ultrapassar semáforos vermelhos, foi abordada por uma viatura do Garra, da Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, a procuradora saiu do carro após “muita insistência dos policiais” e apresentava “evidente sinal de embriaguez, inclusive estando urinada”.

Ao ser abordada, ela chamou os policiais de “cavalos, jumentos e disse que ganham salários de fome e jamais teriam um carro igual o dela”. Em seguida, começou a empurrá-los, ainda de acordo com a Polícia Civil. No 2º DP, na região do Bom Retiro, ela dizia ter sido roubada.

Grazzioli se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi conduzida ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer exames de lesão corporal cautelar e outro para identificar a dosagem alcoólica.

Outro lado

Questionada sobre o ocorrido, a PGE (Procuradoria Geral do Estado de São Paulo) informou que irá instaurar processo administrativo para “apurar as circunstâncias da ocorrência” envolvendo Maria Helena Martone Grazzioli.

Segundo a assessoria de imprensa, o procurador do Estado corregedor geral da PGE, Sérgio Seiji Itikawa, acompanhou a situação no DP. “Como previsto pela lei, a procuradora [Grazzioli] exerceu seu direito de pagar a fiança e ser liberada”, informou a assessoria.

A PGE se limitou a apontar que as “demais perguntas decorrem do andamento do processo administrativo”. A Ponte Jornalismo enviou as seguintes perguntas, não respondidas:

Maria Helena Martone Grazzioli será afastada do cargo por decisão superior ou esta decisão caberá exclusivamente à ela?

Como a instituição analisa a colocação “salários de fome e jamais teriam um carro igual o dela”, segundo os documentos do caso, dita por Grazzioli aos policiais?

A atitude da procuradora se enquadra em abuso de autoridade?

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