Rebelião em presídio de Taubaté (SP) faz religiosos e agentes reféns

Dois reféns foram liberados na manhã desta quinta-feira; unidade está superlotada: a capacidade é para 844 detentos, mas atualmente há mais de 1.500

Imagens da rebelião que vai completar 24 horas | Foto: Reprodução TV Vanguarda/G1

Uma rebelião no CDP (Centro de Detenção Provisória) Dr. Félix Nobre de Campos, em Taubaté, no Vale do Paraíba, em São Paulo, está prestes a completar 24 horas e ainda tem 9 reféns, sendo 7 religiosos e dois agentes penitenciários. Dois religiosos foram liberados nesta manhã (9/8): um por volta das 8h20 e outro por volta das 10h, de acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

Na tarde desta quarta-feira (8/8), um grupo de presos se rebelou, ateou fogo em roupas e colchões no raio 5 e, inicialmente, mantiveram 14 reféns entre agentes penitenciários e religiosos. Uma das principais queixas é a superlotação da unidade, que tem capacidade para 844 presos, mas hoje tem 1.500. Há relatos de danos às celas.

A Pastoral Carcerária enviou nota se solidarizando com os religiosos que ainda são mantidos reféns na unidade e frisou que não há agentes da entidade dentro do CDP. A SAP havia confirmado ainda ontem que os religiosos que estavam fazendo trabalhos dentro da unidade quando o motim começou são membros das igrejas Deus é Amor’, Cristo é Luz é Vida’, Capelania de Taubaté e Assembleia de Deus.
As negociações para que a rebelião acabe continuam desde as 6h desta quinta-feira. O GIR (Grupo de Intervenção Rápida), subordinado à Secretaria de Administração Penitenciária, segue dentro e fora do complexo e também participa das tratativas. Policiais militares estão na área externa do CDP, localizado ao lado da Rodovia Amador Bueno da Veiga. Até este momento não há informações de feridos.

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