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“Se você não sair agora, vou dar um tiro bem na sua barriga, matar você e seu filho”

30/05/15 por Claudia Belfort e Luís Adorno

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Quatro moradores da Favela Sucupira, onde a PM matou a tiros Lucas Custódio, 16 anos, relatam terem sido ameaçados e espancados por policiais logo após o crime

Moradores da favela Sucupira, no Grajaú, onde Lucas Custódio, 16 anos, negro, morto a tiros por policiais militares, na tarde do dia 27/05, relatam que foram perseguidos, ameaçados e espancados por PMs após o crime. Muitos contam que se trancaram em casa, outros não escaparam. A reportagem da Ponte gravou em vídeo relato de quatro pessoas agredidas, entre elas uma grávida e um menino de 13 anos.

“A gente estava xingando, aí o policial chegou e falou assim: ‘sai do meio, sai do meio’, eu peguei e falei: ‘eu não vou sair’, ele falou: ‘sai, se não vou atirar’… Aí ele disse: ‘se você não sair agora vou dar um tiro bem sua barriga, vou matar você e seu filho'”.
Lúcia, moradora (nome fictício).

“Eles me pegaram na viela, nos estava jogando bola, já vieram me batendo, falando um monte de coisa da minha mãe, falando que eu ia morrer…Aí começaram a me encher de soco e me amarram com um enforca gato [braçadeira plástica] e falaram para mim sentar, mas se eu sentasse ia quebrar minha mão toda, porque eles enforcaram até o último, eu estava quase até desmaiando. Eu falei que tinha 13 anos, ele falou: cala boca, eu não quero nem saber”.

Alberto (nome fictício), 13 anos.

“Eu subindo a rua, um policial olhou pra mim e falou ‘o que você tá olhando?’. Eu falei ‘nada, eu só tô te olhando’. Ele olhou pra mim e falou da seguinte forma: pra não ficar olhando pra ele porque ele é bonito, mas que se eu quisesse dar pra ele, eu dava depois…E veio um policial pelas minhas costas e me deu uma bicuda. Aí um outro policial me agarrou e tentou me levar pra dentro do beco pra continuar me batendo, mas eu continuei brigando com o policial, me arrastando para a rua, enquanto eles tentavam me arrastar pra dentro do beco.”

Luiz Henrique Rocha, 20 anos, obreiro da Igreja Comunhão e Vida.

Qualquer pessoa que chega aqui eles agride. Pegou o menino ali …Pega os moradores e leva lá para baixo para bater, para espancar o pobre das crianças. O menino que acabou de chegar da igreja também foi apanhado. O outro também foi pegado lá embaixo para bater. Isso é abuso de poder, gente.

C. , 47 anos, moradora

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