Suspeito de atear fogo e matar morador de rua em SP é preso

08/01/20 por Maria Teresa Cruz

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Homem de 49 anos também é morador de rua e teria confessado o crime; segundo a Polícia Civil, ele afirmou que vítima teria furtado R$ 10 mil dele

Local onde Carlos foi queimado; motivação foi vingança | Foto: Jennifer Mendonça/Ponte Jornalismo

Um homem de 49 anos que, segundo a polícia, confessou ter ateado fogo e matado o morador em situação de rua Carlos Roberto Vieira da Silva, 39 anos, foi preso nesta quarta-feira (8/1). Ele também é morador de rua e é conhecido como Buiú. A Justiça de SP aceitou o pedido de prisão temporária, com duração de 30 dias, nesta terça-feira (7/1). Ele foi capturado na região do Cambuci e não teria oferecido qualquer resistência.

Levado ao 18º DP (Alto da Mooca), que cuida do caso, ele assumiu o crime e afirmou que a motivação foi vingança. A vítima teria furtado R$ 10 mil dele, segundo a investigação.

O crime aconteceu no último domingo (5/1), em frente ao supermercado Dia, na Mooca, zona leste de SP. Carlos estava dormindo embaixo da marquise do estabelecimento, quando foi atingido por uma explosão. O líquido usado teria sido gasolina.

Imagens de câmeras de segurança da rua Celso Azevedo de Marques por volta da 00h30, mostram quando o suspeito se aproxima e lança um objeto sobre uma pequena chama, provocando uma explosão. Na sequência, sai correndo. A vítima pega fogo e tenta apagar as chamas. Depois, pessoas que passavam no local tentam ajudá-lo. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas morreu na segunda-feira (6/1).

Coletiva de imprensa com delegados envolvidos na investigação | Foto: Maria Teresa Cruz/Ponte Jornalismo

Em coletiva de imprensa no Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), a Polícia Civil informou que o nome do indiciado não poderá ser divulgado por imposição da lei de abuso de autoridade.

“Nós podemos ser penalizados por isso. Eu sou daqueles que entendem que é possível divulgar o nome de um suspeito, mas eu não posso fazer isso agora”, declarou Hélio Bressan, delegado da 8a Seccional (São Mateus).

O delegado Glaucus Vinícius Silva, titular do 56° DP (Vila Alpina), destacou a crueldade do crime. “Queimar alguém é muito cruel. Foi crudelíssimo. Ele transcendeu o nível de qualquer aceitação humana ao atear fogo em alguém. o indiciamento é por homicídio qualificado. No mínimo, impossibilidade de defesa, meio cruel e utilização de combustível”, afirmou Glaucus.

Segundo Silvana Sentieri Françolin, delegada titular do 18° DP, eles se conheciam há cerca de 4 anos. “Eram conhecidos, andavam juntos”, declarou.

“Ele mesmo disse que teve a intenção de queimar, de matar. O motivo foram desavenças entre os dois. A vítima teria furtado uma certa quantia em dinheiro dele, mas isso ainda é analisado. Ele disse uma quantia muito alta e estamos desconfiados, considerando que é morador de rua”, afirmou.

A reportagem tentou, através da Polícia Civil, contato com o suspeito e saber quem é o responsável pela defesa, mas não conseguiu.

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