Tiroteios deixam 4 mil alunos sem aula na zona norte do Rio

Operação da PM, que provocou fechamento de oito escolas, serviu apenas para apreender pequena quantidade de droga

Foto: Betinho Casas Novas/Voz da Comunidade

Mais de quatro mil alunos ficaram sem aula nesta terça-feira (8/8) na região da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte do Rio, por causa de uma operação policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Os moradores relataram em redes sociais que os tiros começaram cedo, por volta das 6h20 da manhã.

“O caveirão subiu o morro do jeito que eles fazem, sem respeitar ninguém, passando por cima de tudo. Isso é algo recorrente, acontece sempre”, disse Hugo Bernardo, de 22 anos, ator e morador da Vila Cruzeiro há 21 anos. “A polícia faz operação em horário que trabalhador tem que sair de casa, criança tem que ir para o colégio. Tem gente que o chefe até alivia, outros recebem bronca por não terem chegado na hora”, completou. Segundo Hugo, já houve vários momentos em que deixou de ir à sua aula de teatro por causa de operação. “Para polícia, qualquer morador é tratado como bandido. Eles não tem respeito”, acrescentou.

O tiroteio durou a manhã toda. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, unidades escolares no Borel, na Tijuca, no Complexo da Penha, Vila Cruzeiro e Cidade de Deus, não abriram as portas. oito escolas ficaram sem funcionar, duas creches e três Espaços de Desenvolvimento Infantil. No total, 4.177 alunos ficaram sem aulas.

A Polícia Militar informou que a operação durou a manhã toda e que não houve prisões, apenas uma pequena apreensão de drogas.

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