Três são mortos em atentado a tiros durante baile funk no Campo Limpo, na zona sul de SP

Segundo investigações, motoqueiros realizaram disparos e mataram trio, além de deixar um ferido. Bairro teve outra chacina em abril, com outros três mortos

Local da chacina, ocorrida na esquina das ruas Doutor Renato Bueno Netto e João de Siqueira Ferrão | Foto: reprodução Google Street View

Três pessoas morreram e uma ficou ferida após tiros em um baile funk no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. A chacina aconteceu por volta de 21h30 de domingo (23/07).

Otávio Pereira Dias, 34 anos, Anderson de Paula Guedes, 23, e Paulo Henrique de Azevedo, 31, foram as vítimas do atentado. Otávio morreu no local, enquanto Anderson e Paulo ainda foram socorridos por moradores ao Hospital do Campo Limpo, mas não sobreviveram.

Uma quarta vítima também deu entrada no hospital e sobreviveu. Internado em estado grave, ela passou por cirurgia e segue internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Segundo os documentos da investigação da Polícia Civil, a chacina aconteceu na esquina das ruas Doutor Renato Bueno Netto e João de Siqueira Ferrão, próximo a um posto de gasolina. Após confusão entre frequentadores do baile funk, três homens teriam usado motos para atirar nas vítimas.

Acionada às 22h30, a Polícia Militar só conseguiu preservar a cena do crime, que passou a ser investigada pelo 89ª DP da Polícia Civil (Portal do Morumbi) e pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Os investigadores ainda não sabem qual a motivação do desentendimento e, consequentemente, da chacina.

Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou detido.

Local da chacina do dia 23 fica a menos de 3km do locais de mortes ocorridas em abril deste ano | Foto: reprodução Google Street View

SEGUNDA CHACINA EM 3 MESES

Foi a segunda chacina na região do Campo Limpo em três meses. Em 4 de abril deste ano, outras três pessoas morreram também vítima de tiros. Vinícius Aparecido Paula Guedes, 20 anos, Johnny Felipe nascimento, 24, e Wizmael Dias Correa, 19.

As duas primeiras vítimas morreram em caso na rua Professora Nica Stocco, enquanto Wizmael morreu na rua Carualina, distante 1 km. O local fica distante menos de três quilômetros do cruzamento onde ocorreu a chacina no domingo.

Questionada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública), por meio de sua assessoria de imprensa terceirizada, a CDN Comunicação, informou:

“A Polícia Civil informa que os casos ocorridos em abril e no último domingo estão sendo investigados pela Delegacia de Polícia de Repressão à Homicídios Múltiplos, do DHPP. Não há até o momento indícios de relação entre os dois casos e em nenhum deles há indícios de que os crimes ocorreram em bailes funk”.

A nota da SSP foi enviado após a Ponte Jornalismo fazer as seguintes perguntas à pasta estadual: :

1 – De acordo com as investigações, quais as causas das mortes?

2 – Outro caso em abril deixou outras três vítimas fatais no bairro. Existe algum tipo de relação com os casos?

3 – As investigações apuram possibilidade das duas ocorrências serem enquadradas como chacinas?

 

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