Você tem poucos dias para doar à Ponte Jornalismo na campanha do Catarse

Site independente de jornalismo de segurança pública e direitos humanos pretende usar o valor levantado para manter uma estrutura mínima de redação por seis meses, além de produzir três reportagens especiais

Faltam poucos dias para o final da campanha de arrecadação da Ponte Jornalismo no Catarse. Mais do que nunca, precisamos de você. Agradecemos a todos aqueles que nos apoiaram até aqui, ajudando a fortalecer o jornalismo independente do Brasil. Mas precisamos de mais, porque fazer jornalismo custa caro. E sabemos que podemos conseguir mais.

Se você já doou, divulgue para seus familiares e amigos, compartilhe nas suas redes. Se puder, além de compartilhar, explique por que você apoia a Ponte Jornalismo e considera nosso trabalho importante. Se não doou ainda, corra no Catarse, que ainda dá tempo de fortalecer nosso projeto. Contamos com o seu apoio nos dias que temos pela frente.

A página da campanha no Catarse pode ser acessada em: https://www.catarse.me/fortalecapontejornalismo.

Fundada em março de 2014 com a preocupação de dar voz e rosto às vítimas de violência policial em todo o Brasil, a Ponte Jornalismo reúne jornalistas que buscam ir além das versões oficiais para denunciar a existência de uma prática sistemática de extermínio da população negra e pobre das periferias das cidades brasileiras. Também tem como foco de cobertura as questões de racismo e violência de gênero.

Nestes três anos de existência, a Ponte fez muitas denúncias exclusivas e reportagens especiais. Na primeira reportagem, denunciou a história de um jovem negro preso injustamente. Após a publicação, ele foi libertado. Revelou o caso do capitão do Exército que  espionava manifestantes e os abusos sexuais, castigos físicos e discriminação cometidos sistematicamente na Faculdade de Medicina da USP  (FMUSP). Cobriu por dentro uma violenta desocupação na avenida São João, em São Paulo, e mostrou como o governo estadual de São Paulo esconde de seus cidadãos informações sobre segurança pública.

Também revelou que, um ano após militares do Exército alvejarem um jovem em uma favela do Rio de Janeiro, deixando-o paraplégico e sem uma perna, o Ministério Público não havia sequer aberto inquérito para apurar o crime. Ainda no Rio, entre outras histórias, a Ponte cobre com exclusividade cada etapa do Caso Rafael Braga, ex-catador de latas negro preso injustamente em 2013 cuja história tornou-se símbolo da seletividade do sistema penal brasileiro.

Até hoje, no entanto, o coletivo de jornalistas responsável por essas e outras reportagens e furos tem trabalhado de maneira voluntária e sem estrutura e equipamentos. É para tentar começar a mudar essa realidade que a campanha de arrecadação foi pensada.

Por meio da página da campanha no Catarse, que será divulgada no dia do lançamento, os apoiadores e apoiadoras do jornalismo independente da Ponte poderão contribuir com qualquer valor e receberão recompensas de acordo com a quantia doada.

Integrantes de movimentos sociais, familiares de vítimas de violência policial, artistas, jornalistas e defensores de direitos humanos já enviaram seus vídeos de apoio à campanha, que serão veiculados nas redes sociais. Entre eles, estão: coronel Adilson Paes de Souza, tenente Anderson Duarte, Akins Kinte, Daniel Eustaquio, Diogo Silva, Eduardo, Eliane Dias, Elizabeth Martin, Gilvan Ribeiro, Gregório Duvivier, Guilherme Boulos, Helena Katz, Ilana Katz, João Batista Damasceno, Juca Kfouri, Leonardo Sakamoto, Luiza Coppieters, Luiz Eduardo Soares, MC Sombra, Rubens Casara, Silvia Ramos e Valério Luiz.

A Ponte Jornalismo é apoiada por:

Instituições

Artigo 19

Associação Juízes para a Democracia

Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk)

Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo – SP (CDHEP)

CESeC – Centro de Estudos de Segurança e Cidadania

Conselho Indigenista Missionário (CIMI)

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos

Comissão Justiça e Paz – Arquidiocese de São Paulo

Conectas Direitos Humanos

Cordão da Mentira

Comissão Pastoral da Terra (CPT)

FEP – Frente de Esculacho Popular

Flores Raras – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Comunicação e Feminismos

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Fórum Nacional de Juventude Negra (ES)

Geledés – Instituto da Mulher Negra

IDDD – Instituto de Defesa do Direito de Defesa

Intervozes

Instituto Patrícia Galvão, Mídia e Direitos

Instituto Sou da Paz

Justiça Global

LEIPSI – Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (UNICAMP)

Mães de Maio

Margens Clínicas

MH2O – Movimento Hip Hop Organizado

Movimento Moinho Vivo – Favela do Moinho

Movimento Passe Livre (MPL)

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Mídia Ninja

Nós, Mulheres da Periferia

Núcleo de Consciência Negra (USP)

Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo

Oboré

Pastoral Carcerária

Práxis Direitos Humanos

Rede 2 de Outubro

Racionais MC’s

Grupo Tortura Nunca Mais – SP

Uneafro

 

Pessoas

Alessandro Buzo – escritor e ativista social

Antonio Funari Filho – advogado, presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Ariel de Castro Alves – advogado e ativista pelos Direitos de Crianças e Adolescentes

Aton Fon Filho – advogado

Carlos Dada – jornalista investigativo de El Salvador, diretor do site El Faro

Carlos Weis – coordenador do núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Daniel Eustáquio de Oliveira -funcionário público e pai que investigou e comprovou o envolvimento de policiais militares de SP na morte de seu filho, César Dias de Oliveira, em julho de 2012

Daniela Skromov de Albuquerque -Defensora pública, coordenadora auxiliar do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública (SP)

Debora Silva Maria – Fundadora do Movimento Mães de Maio

Dexter – rapper

Emicida – rapper

Fábio Konder Comparato – jurista, professor emérito da Faculdade de Direito da USP

Fernando Morais – jornalista, político e escritor

Francile Gomes Fernandes -professora universitária, assistente social, militante em Direitos Humanos, irmã de Paulo Alexandre Gomes, vítima de desaparecimento forçado

Giane Álvares Ambrósio Álvares -advogada

Guilherme Boulos – professor de psicanálise e membro da coordenação nacional do MTST

Hélio Bicudo – advogado, jurista e militante pelos Direitos Humanos

Ivan Seixas – ex-preso político, coordenador da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo

Pe. Jaime Crowe – padre católico da paróquia dos Santos Mártires (Jardim Ângela, SP)

João Batista Damasceno – desembargador do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro)

João Pedro Stédile – membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

João Silvério Trevisan – escritor, jornalista, dramaturgo e ativista LGBT

José Carlos Dias – advogado criminalista, ex-secretário da Justiça de São Paulo (1983-1986), ex-Ministro da Justiça (1999-2000) e o quinto coordenador da Comissão Nacional da Verdade

José Celso Martinez Correa – diretor, ator, dramaturgo e encenador

José Gregori – jurista, ex-secretário Nacional dos Direitos Humanos (1997-2000), ex-ministro da Justiça (2000-2001)

Julian Assange – jornalista e editor do WikiLeaks

Julita Lemgruber – socióloga e ex-diretora do sistema penitenciário do Rio, coordenadora do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes)

Juvelino José Strozake – advogado

Kenarik Boujikian – desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para Democracia

Luís Fernando Tóffoli – psiquiatra e professor da Unicamp

Luiz Eduardo Soares – antropólogo, cientista político e escritor brasileiro, co-autor dos best-sellers “Elite da Tropa“ e “Elite da Tropa 2“

Marcelo Zelic – pesquisador, membro do Grupo Tortura Nunca Mais – SP

Márcio Thomaz Bastos – advogado criminalista, ex-ministro da Justiça (2003-2007)

Maria Amélia de Almeida Teles – ex-presa política, militante feminista, diretora da União de Mulheres de São Paulo, integra a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos

Marina Dias Werneck de Souza -advogada criminalista, conselheira do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa)

Maíra Machado – Coordenadora do Nucleo de Estudos sobre o Crime e a Pena da FGV, professora da DireitoGV

Marta Rodrigues Machado -Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena da FGV, professora da DireitoGV e pesquisadora do Núcleo Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap)

Maureen Bisilliat – fotógrafa e documentarista

MC Leo (Leonardo Pereira Mota) -funkeiro, ex-presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk)

Paula Miraglia – Doutora em Antropologia Social pela USP. Foi Diretora Geral do International Centre for the Prevention of Crime

Paulo Lins – escritor, autor de “Cidade de Deus”

Paulo Arantes – filósofo, professor da USP

Roberto Rainha – advogado

Rose Nogueira – jornalista, Grupo Tortura Nunca Mais, SP

Sérgio Gomes – jornalista, Oboré

Sérgio Vaz – poeta e criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia)

Silvia Ramos – Cientista social e coordenadora do Centro de Estudos em Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes

Silvia Viana – socióloga, autora do livro “Rituais de sofrimento”

Sueli Carneiro – doutora em Educação pela USP e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra

Tata Amaral – cineasta, diretora dos longas “Antônia” (2006) e “Hoje” (2011)

Ugo Giorgetti – Cineasta, diretor dos filmes “Jogo Duro”(1985), “Boleiros” (1998) e “O Príncipe” (2002)

Valdenia Aparecida Paulino Lanfranchi – ativista de Direitos Humanos

Vânia Lúcia da Silva Alves – dona de casa que ajudou a esclarecer o assassinato do irmão, Antonio Carlos Silva Alves, o Carlinhos, morto em 2008 por policiais militares pertencentes ao grupo de extermínio conhecido por Highlander

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