Ação da Polícia em casa de festa no Jacarezinho, Rio, deixa um morto, relatam moradores

Segundo testemunhas, outro homem ficou ferido após suposta troca de tiros informada pelos agentes. Dezenas de jovens que estavam em casa de festas foram levados para a Cidade da Polícia em um microônibus

Moradores aguardam informações na Rua Mucupi, onde fica a casa de festas invadida por policiais, no Jacarezinho. | Foto: Joel Luiz Costa

Um grupo de policiais da Core (Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil) invadiu uma casa de festas na localidade conhecida como Morrinho, na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro, por volta das 19h deste domingo, e atirou contra jovens que estavam no imóvel, segundo moradores da comunidade. Pelo menos um jovem morreu e outro, identificado como Gabriel, foi baleado no braço e na perna esquerdos, e encontra-se no Hospital Geral de Bonsucesso, também na Zona Norte da cidade.

“Quando os policiais entraram, um deles levou dois tiros no colete a prova de balas e houve uma troca de tiros. Tinha um rapaz baleado e é quase certeza que um menino foi morto”, conta o advogado Joel Luiz Costa, que mora no Jacarezinho. Ele esclarece que essas informações lhe foram dadas por policiais do lado de fora.

Antes da invasão da casa de festas, localizado na Rua Mucupi, moradores do Morrinho teriam ouvido tiros na região, mas não vinculam o tiroteio aos jovens que estavam na casa.

Um grupo de foi mantido dentro da casa por um tempo pelos policiais, que não permitiam que ninguém entrasse ou saísse do imóvel até chegar um microônibus da Polícia Civil. Posteriormente, o veículo partiu com dezenas de jovens para a Cidade da Polícia, também na Zona Norte da cidade, para que seja verificado se possuem antecedentes criminais, por volta das 22h30.

Segundo moradores, o microônibus aparentava estar com o dobro de pessoas que comporta.

Parentes dos jovens se aglomeram em frente à Cidade da Polícia na noite de hoje. | Foto: Reprodução / Redes sociais

“A rua está vazia, as poucas pessoas que estão aqui estão apreensivas e sem informação. Boa parte dos policiais ainda está na casa”, relata Joel à Ponte.

A reportagem solicitou informações à Polícia Civil por meio de sua assessoria de imprensa, questionou o motivo da invasão da festa, se havia mandado e quantas pessoas foram feridas e mortas na ação, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

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