Corregedoria quer arquivamento de inquérito contra mãe PM que matou suspeito

À Ponte, o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, avaliou como correta a ação: ‘Fosse nos EUA, o presidente daria a condecoração’, diz

Câmeras de segurança da escola registraram ação | Foto: reprodução

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo pedirá o arquivamento do inquérito aberto para avaliar a ação da PM Kátia da Silva Sastre, de 42 anos. No sábado (12/5), a policial matou um suspeito que anunciou um assalto na saída de uma escola em Suzano, cidade da Grande São Paulo.

“Quando se age dentro da lei, está correto e será feito o pedido de arquivamento do inquérito policial. Ela agiu em legítima defesa de outros, a PM preservou a vida de crianças e mães”, explicou à Ponte o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, se referindo ao inquérito aberto na Polícia Civil. Cabe ao MP (Ministério Público) decidir se pedirá a absolvição ou denúncia da policial.

O corregedor elogiou a homenagem feita pelo governador Márcio França (PSB) à policial. “Em que país nós queremos viver? Fosse nos EUA, o presidente daria a condecoração, não o governador’, disse. Para ele, a ação de Kátia está dentro dos “padrões que se exige de policiais militares”.

No domingo, França homenageou a mãe pela ação e enalteceu a “coragem” de não ter se omitido e contrariou falas recentes do novo comandante da PM, coronel Marcelo Vieira Salles, que cobra a diminuição da letalidade por parte da tropa.

Sobre a ação da PM Kátia, o corregedor Marcelino Fernandes ponderou. “Caso ela não fizesse nada, segundo o código processo penal, ela responderia por omissão. Foi uma obrigatoriedade da lei a ação dela. Lógico, o avião que chega no destino não é notícia, notícia é o que cai”, pontua. “E se o homem mata uma mãe ou uma criança? Falariam que ela tinha sido covarde”, comparou.

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