Em nove dias, quatro PMs são mortos no RJ

Cabo José Renê Araújo Barros, morto em Macaé, é a vítima mais recente e o primeiro a morrer em serviço neste ano; em 2017, 134 policiais foram vítimas no Estado

Policiais do RJ protestaram em Copacabana pela alta letalidade em 2017 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Chega a quatro o número de policiais militares mortos nos nove primeiros dias de 2018 no Rio de Janeiro, o Estado que mais mata policiais em todo o Brasil. A vítima mais recente é o cabo José Renê Araújo Barros, de 35 anos, assassinado na cidade de Macaé. Foi o primeiro a morrer em serviço neste ano.

Antes de Barros, outros três policiais morreram no RJ desde a virada do ano: o soldado Ivanderson Silva Pinheiro, em São Gonçalo, o sargento Anderson da Silva Santos, em Queimados, na Baixada Fluminense, e o também sargento Alexandre Fernandes da Silva, que havia sido baleado em novembro do ano passado em São João de Meriti, também na Baixada. Silva estava no Hospital Central da Polícia Militar e não resistiu após dois meses de internação.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro lidera a estatística de Estado mais letal para policiais, tanto civis quanto militares. Foram 132 vítimas fatais em 2016, representando pouco mais de 30% do total de agentes mortos no Brasil (437) no período, embora a população do Rio corresponda a 8% da população brasileira. Ao longo de 2017, as mortes de agentes do Estado subiu para 134 no Rio.

No caso de José Renê Araújo Barros, sua morte foi em decorrência de confrontos entre duas facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas no município de Macaé. Quatro ônibus foram incendiados e o comércio da região fechado na terça-feira (9/1).

O cabo foi atingido com um disparo na cabeça e, socorrido, morreu no hospital. Barros tinha três filhos.

“O militar estava em uma operação para reprimir ações criminosas de facções rivais pela disputa de ponto de drogas na comunidade Lagomar. O policial foi ferido e não resistiu ao ferimento, morrendo ao ser levado para a unidade de saúde mais próxima”, informou o comunicado.

Com informações da Agência Brasil

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