Escola técnica é pichada com suástica nazista e ameaça de massacre em SP

Estudantes encontraram mensagem desenhada em banheiro na unidade do Parque da Juventude, na zona norte da capital, nesta terça-feira (30/8); direção suspendeu aulas

Grupo de mensagens de alunos da Etec (à direita, com contatos censurados pela Ponte) e mensagem de ameaça no banheiro (à esquerda, com edição para aumentar a resolução e visibilidade do texto feito pela reportagem) | Fotos: reprodução

Estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Parque da Juventude, na zona norte da capital paulista, foram surpreendidos quando entraram em um dos banheiros da unidade, nesta terça-feira (30/8), e encontraram uma mensagem pichada na parede em tom de ameaça: “massacre sexta 02/09” com desenhos de suástica nazista ao redor do texto.

A direção da escola, que é de responsabilidade do Centro Paula Souza, emitiu um comunicado a alunos e professores avisando que acionou a polícia para providências e abriu processo para apuração do ocorrido para tomar medidas cabíveis.

Na nota, diz ainda que “recebeu a pichação com profunda indignação e surpresa, visto que sua história é pautada pelo respeito e por bons serviços prestados à sociedade, formando alunos para o mercado de trabalho e para vida” e que “repudia tal atitude e não medirá esforços para solucionar e punir os responsáveis”.

Com isso, a Etec decidiu suspender as aulas a partir das 13h desta quinta-feira (1/9) e também na sexta-feira (2/9) a fim de “tranquilizar alunos, pais, professores e funcionários”. As atividades, segundo o aviso, serão retomadas na segunda-feira (5/9).

Em nota, a assessoria do Centro Paula Souza disse que registrou boletim de ocorrência e solicitou reforço no policiamento nos arredores da unidade. “A escola conta com câmeras de segurança e as gravações serão checadas. O CPS ressalta que repudia toda e qualquer forma de incitação à violência dentro ou fora das escolas”, declarou.

A reportagem procurou a a Secretaria da Segurança Pública cuja assessoria informou que a Polícia Militar foi à Etec, “confirmou as mensagens de ameaça no banheiro” e orientou a direção à acionar o 190 em caso de “atitude suspeita”. “Além disso, o policiamento foi intensificado para aumentar a segurança e prevenir eventual quebra de ordem pública. O caso é investigado pelo 9º Distrito Policial (Carandiru). A equipe da unidade trabalha para identificar a autoria e esclarecer os fatos”, informou a pasta em nota.

Em agosto, mais duas escolas denunciaram ameaças de massacre no estado. O colégio particular Mackenzie teve a porta de um banheiro pichado com suástica e aviso de “na próxima semana massacre” e “estejam avisados”, em Alphaville. Em Santos, no litoral paulista, alunos da Escola Estadual Primo Ferreira receberam mensagens com referências a Hitler e Bolsonaro de um suposto grupo de WhatsApp. Os casos são investigados pela polícia.

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Nesta semana, o Instituto Federal de São Paulo, suspendeu as aulas presenciais no campus de Pirituba, na zona norte da capital, depois que uma estudante recebeu um e-mail anônimo com aviso de massacre.

Reportagem atualizada às 10h03, de 2/9/2022, para incluir resposta da SSP.

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