Tamo Junto | Antônio Assis Brasil: ‘a melhor forma de manter e ampliar a cobertura é com apoio dos leitores que podem apoiar’

Para membro do Tamo Junto, jornalismo “que fecha as portas para quem não paga se fecha em si mesmo e nos seus leitores”

“Em 2016, eu participei da Semana Estado de Jornalismo, como estudante. Uma das fundadoras da Ponte, a Cláudia Belfort, deu uma das palestras mais bonitas que já vi sobre jornalismo e a importância de dar um nome e contar a história de cada uma das pessoas mortas pelo Estado”. E foi assim que Antônio Assis Brasil conheceu a Ponte. De lá para cá, ele estudou jornalismo e ciência da computação sem terminar ambos os cursos.. 

A semente do jornalismo já estava plantada e fez de Antônio um apoiador da Ponte por meio do programa de membros Tamo Junto. Somado ao impacto da palestra dos tempos de estudante, está a comunhão de valores: defesa dos direitos humanos e oposição a violações dos direitos das minorias sociais. “De tantos problemas que a gente tem no Brasil hoje, violência policial e encarceramento em massa são dos mais cruéis e a Ponte é o único veículo que consegue cobrir com algum fôlego esses dois problemas”, comenta o analista de marketing da plataforma APOIA.se.

Leitor contumaz, Antônio critica os veículos de comunicação que criam muros entre as notícias e quem não pode pagar por elas. “[O] jornalismo que fecha as portas para quem não paga se fecha em si mesmo e nos seus leitores”. Apoiador de outros 3 jornais independentes, ele destaca que os apoia pela importância para a sociedade. “Nenhum deles tem paywall e, portanto, eu poderia seguir me informando por eles sem o apoio. Apoio para que veículos como a Ponte sigam existindo e cresçam, e não pra que eu possa seguir lendo eles”. 

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Entre as reportagens que mais o impactaram está Na polícia, tudo tem um preço, parte do especial Assédios na PM de 2017, e a cobertura do segundo julgamento de Rafael Braga, que o condenou por tráfico de drogas. “Ali eu passei a desacreditar completamente no sistema penal e diria que eu virei um abolicionista penal (ainda que só tenha lido melhor meses depois). Certamente eu li sobre em muitos veículos, não só na Ponte, mas tenho certeza que a cobertura da Ponte foi fundamental pra mexer com esse meu entendimento”.

Para ele, é importante que o jornalismo da Ponte alcance mais pessoas. “Acho que a melhor forma de manter e ampliar a cobertura é com apoio dos leitores que podem apoiar”. Antônio apoia, participa do nosso grupo de WhatsApp e eventos, sugere pautas e traz mais gente com ele. Em 2017, ele enviou um email para amigos e parentes e conseguiu 6 apoiadores para a campanha do Catarse. A mensagem? Simples e direta: “Há 3 anos que a Ponte Jornalismo tem feito o que há de melhor no Brasil em jornalismo voltado para segurança pública e direitos humanos. O trabalho deles é mais voltado para SP e RJ, mas é incrível o que eles têm feito voluntariamente de denúncias e apuração de casos de violência policial. Agora, eles tão tentando juntar dinheiro para catarse para montar uma redação fixa e continuar o trabalho. É um projeto que vale muito a pena investir”. 

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De acordo com ele, atualmente, acrescentaria “que esses apoios já ajudaram a Ponte a ir bem além do RJ e SP, e que a cobertura da Ponte vai muito além da violência do estado, ainda que esse seja o assunto mais importante, na minha opinião”. O Antônio é uma das 500 pessoas que apoiam mensalmente o trabalho da Ponte e que acreditam que nosso trabalho pode chegar cada vez mais longe. A partir de R$ 10 por mês, qualquer pessoa que crê em um jornalismo combativo, corajoso e acessível pode se juntar ao time da Ponte e estar junto com a gente como o Antônio. amo Junto?

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