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A homofobia de Bolsonaro, pré-candidato a presidente, em 7 vídeos

30/10/14 por admin

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Jair Bolsonaro (PP), mais votado do Rio de Janeiro, com 464 mil votos, disse que será o candidato da direita na próxima eleição à Presidência

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP), mais votado do Rio de Janeiro, com 464 mil votos, disse nesta quinta-feira 30/10, ao repórter Marcelo Moraes, do Estadão, que será o candidato da direita na próxima eleição à Presidência, em 2018.

Conhecido por sua postura homofóbica e seus comentários racistas, Bolsonaro, ex-militar, é contra o casamento igualitário, defende que bater em crianças e gays pode “colocar um gayzinho na linha”, além de se  opor claramente aos direitos das minorias, que, na opinião dele, devem se calar e se curvar à maioria. É defensor do encarceramento em massa e da redução da maioridade penal.

Fotospublicas/Ag Brasil/Tânia Rego

Fotospublicas/Ag Brasil/Tânia Rego

É bem o perfil da direita brasileira que começou neste pleito a se cacifar para alcançar posições mais altas e terrenos mais amplos daqui a 4 anos.

Bolsonaro é aliado do pastor Marcos Feliciano (PSC), que como ele tem uma obsessão pelos homossexuais. Feliciano, que foi o terceiro mais votado para deputado federal em São Paulo, com 392.674 votos, materializa, junto com o ex-militar, a estranha identificação com o facismo que se operou na sociedade brasileira nessas eleições.

Somados os votos de ambos, eles vão falar em nome de mais de 1 milhão de eleitores, que referendaram um discurso recheado de “roscas”, “aparelhos escretores”, “mãe de bigode” cujo objetivo é tentar dar cores de pitoresco ao que é de fato é ódio.

Discurso como esses, a exemplo do que também fez o ex-candidato a presidente Levi Fidélix (PRTB) ao sugerir que os homossexuais fossem afastados da sociedade, funcionam como salvo-conduto para agressões e assassinatos contra LGBTs e negros.

O cenário fica mais complicado pelo fato de que na Câmara Federal, Bolsonaro vai encontrar a bancada de outro aliado seu, o pastor Silas Malafaia, do Rio Janeiro, igualmente representante de forças reacionárias. O pastor, que celebrou o terceiro casamento de Bolsonaro, no ano passado, conseguiu eleger 4 deputados federais e 2 estaduais.

O Estado brasileiro tem agora mais que obrigação de criar políticas públicas de promoção ao respeito à diversidade sexual e de aprovar com urgência o projeto de lei 122 (PL 122) que criminaliza a discriminação ou preconceito motivados por orientação sexual e pela identidade de gênero.

Ponte selecionou  7 vídeos para ninguém ter dúvidas sobre o ódio e a rejeição  do deputado federal Jair Bolsonaro  a minorias, gays, negros e jovens marginalizados.  Assista:

[dropcaps round=”no”]1 [/dropcaps]Maioria é uma coisa, minoria é outra. Minoria tem de se calar e se curvar à maioria

 

[dropcaps round=”no”]2[/dropcaps] No tocante à palmadinha, sim, assim como podemos reverter um comportamento agressivo de uma criança, podemos um gayzinho colocá-lo na linha:

 

[dropcaps round=”no”]3[/dropcaps] Não é porque o cara faz sexo com o órgão excretor que ele vai ser melhor que os outros:

 

[dropcaps round=”no”]4[/dropcaps] Eu não gostaria de ter um vizinho meu um casal homossexual com meus filhos pequenos morando em casa. Eu me mudo!

 

[dropcaps round=”no”]5[/dropcaps] Preta Gil: Se seu filho se apaixonasse por uma negra, como o senhor reagiria?
Jair Bolsonaro: Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados.

[dropcaps round=”no”]6[/dropcaps] Promíscuo é aquele que se entrega ao sexo com facilidade e a vida da maioria (dos gays) é assim:

[dropcaps round=”no”]7 [/dropcaps]Eles quando morrem, a maioria da vezes assassinados, não são muitos, são poucos, eu gostaria até que não fosse nenhum, mas é dado à sua vida promíscua nas madrugadas

 

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