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Artista é agredido e sufocado por seguranças do Metrô

17/10/20 por Arthur Stabile

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Segundo Yuri Fernandes, o Dunk, profissionais o expulsaram à força de um vagão: “quiseram me tirar sem estarmos cantando”

O músico Yuri Fernandes Freire da Silva, o Dunk, denuncia agressão que sofreu de seguranças do Metrô de São Paulo. Imagens mostram o momento em que ele é vítima de sufocamento e sangra.

No vídeo é possível ver dois agentes de seguranças do Metrô tentando imobilizar o artista, enquanto ele sangra no chão. Há um homem, à paisana, os ajudando.

Leia também: ‘Me bateram algemado’, denuncia vendedor ambulante agredido por seguranças da CPTM

“Ó aqui, ó. Sangue de músico no chão”, denuncia um amigo de Dunk, que registra a cena. Pessoas em torno da cena também questionam a ação dos guardas.

Em seguida, outros guardas se somam aos que imobilizam Yuri e tentam levá-lo do local. Nesse momento, um deles dá um mata-leão, golpe que sufoca o homem.

Um guarda à paisana intimida quem filma a cena quando se revolta com um guarda jogando spray de pimenta no rosto do homem imobilizado. “Filma essa porra então”.

Leia também: ‘Você me desmaiou’, grita jovem imobilizada por seguranças do metrô

À Ponte, Dunk explica que estava em um vagão do Metrô em torno do meio-dia. Neste momento, os guardas prenderam mercadorias de um vendedor ambulante.

“Logo que visualizaram a gente no metrô, quiseram tirar sem estarmos cantando na estação”, explica. Yuri relata ter resistido à ordem de descer do vagão por “não estar cantando”.

A versão dos guardas no Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil de São Paulo é de que Dunk estava cantando no Metrô e, por isso, agiram contra ele.

Leia também: Seguranças agridem com cacetadas homem que segurou porta do metrô

Os guardas defendem que, nesse momento, Yuri “se insurgiu, não acatando as orientações” de forma agressiva. Assim justificam as agressões.

“Eles quiseram me tirar a força e me forçaram. Me bateram e aconteceu o que aconteceu: machucaram a minha perna, meu supercílio e minha boca”, relembra o músico.

O guarda Denilson Ribeiro diz que o músico, que estava com um violão, é conhecido no metrô por “tocar e fazer mendicância” nos vagões. Ainda o acusa de “fumar maconha” nas plataformas.

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Depois da cena filmada na plataforma, os guardas teriam levado o músico para uma sala e o ameaçado. “Depois me encaminharam para a polícia”, diz Yuri, citando o B.O. que fez por abuso de autoridade e de lesão corporal.

O delegado Antônio Carlos dos Santos, da Delegacia de Polícia do Metropolitano, também incluiu o crime de resistência no documento, práticas que serão apuradas pela polícia.

A Ponte questionou o Metrô sobre a ação dos guardas da estação Brás. Segundo sua assessoria de imprensa, os “agentes de segurança na estação Brás abordaram e orientaram repetidas vezes um músico que se apresentava no mezanino da estação”.

“Ele se recusou a sair do sistema e precisou ser imobilizado e levado à autoridade policial, que vai apurar os fatos. Durante a abordagem, dois agentes de segurança sofreram ferimentos leves e o infrator um corte no supercílio”, diz o Metrô.

Atualização às 12h15 de domingo (18/10) para incluir nota do Metrô.

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