Casa 1 lança Enciclopédia Sapatão para celebrar a trajetória das mulheres lésbicas

Estreando no Mês da Visibilidade Lésbica, projeto online preserva e evidencia as lutas e memórias de ativistas importantes para o movimento

Personalidades lésbicas da Enciclopédia Sapatão, da esq. para a dir., de cima para baixo: Jamine Miranda (Preta Caminhão), Vange Leonel, Grace Passos, Day Limns, Marisa Fernandes e Vanessa Grão | Foto: Divulgação

Todo mês de agosto as lésbicas brasileiras se unem para lembrar do levante ao Ferro’s Bar, estabelecimento no centro de São Paulo frequentado pela comunidade que proibiu em 1981 a distribuição do jornal Chana com Chana, feito por e para mulheres que amavam mulheres O dia 19 de agosto é a data que celebra o Dia do Orgulho Lésbico, e o mês de Agosto é o Mês da Visibilidade Lésbica no Brasil – dia 29 de agosto, neste domingo, celebra-se o Dia da Visibilidade Lésbica, em comemoração pela primeira edição do Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), realizado em 29 de agosto de 1996. Desde então, ano após ano são criados movimentos, ações e mobilizações para manter viva a memória daquelas que ousaram transgredir em nome do amor.

Para ajudar a preservar a trajetória de lésbicas que se destacam em diferentes áreas, a Casa 1 lançou durante o Mês da Visibilidade Lésbica a Enciclopédia Sapatão. A ideia é perfilar personalidades lésbicas e feministas pensando em recortes de raça e classe.

“Mulheres lésbicas, assim como outras minorias, também precisam se ver representadas e especialmente em contextos positivos. É muito comum que lésbicas cresçam em ambientes lesbofóbicos. A Enciclopédia Sapatão é para mostrar para estas pessoas que existe a possibilidade de uma existência feliz e plena enquanto lésbica”, explica Thays Eloy, redatora da Casa 1 e uma das criadoras do projeto

Divididos em categorias, os nomes são separados por áreas de atuação, retratando desde atrizes a profissionais da saúde e da educação. A enciplopédia também traz ativistas do movimento negro e as que lutam pelos direitos das pessoas com deficiência. 

Qualquer pessoa pode sugerir mulheres para entrar no quadro de perfiladas. Basta enviar um texto entre mil e dois mil caracteres sobre a pessoa acompanhado de uma foto de alta resolução para o email [email protected]

“Também não nos consideramos detentoras exclusivas do conhecimento e acreditamos na soma dos saberes e esforços, por isso deixamos aqui as portas abertas para quem desejar inserir biografadas na nossa enciclopédia”, diz o manifesto de apresentação do projeto, escrito e assinado pelas mulheres lésbicas da Casa 1.

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Além do papel documental, o site também funciona como fonte para pesquisas e base de dados. Nomes como Cassandra Rios, Leci Brandão, Luana Hansen, Formiga, Ana Claudino e Olivia Torres já fazem parte das homenageadas pela enciclopédia.

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