Coronavírus faz Justiça soltar mais de 1.200 presos em SP

29/03/20 por Josmar Jozino

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Até a última quinta-feira (26), 1.166 presos receberam o direito de deixar a prisão como prevenção da Covid-19. No sábado (28), outros 61 deixaram presídio de Tremembé

Presos começaram deixar presídios em SP devido ao coronavírus | Foto: Reprodução/Google Street View

A Justiça soltou ao menos 1.227 presos em todo o estado de São Paulo até a noite deste sábado (28/3), tendo como justificativa a prevenção ao novo coronavírus no sistema prisional.

Segundo o Ministério Público Estadual, até a última quinta-feira (26/3), a Capital e Grande São Paulo tiveram o maior número de libertados: ganharam a liberdade nessas regiões 519 presos.

Na Coordenadoria dos Estabelecimentos Prisionais da Região Central foram soltos 300 presos. Esse departamento da SAP (Secretaria Estadual da Administração Penitenciária) responde pelos presídios de Campinas, Hortolândia, Sorocaba, Casa Branca, Guareí, Itapetininga e cidades vizinhas.

Na Coordenadoria da Região Noroeste, responsável pelas prisões de Araraquara, Avaré, Getulina, Marília, Cerqueira César, Itaí, Ribeirão Preto, Pirajuí, entre outros, saíram em liberdade 185 detentos.

Já na Região Oeste, onde se concentram as prisões destinadas à liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), como Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Martinópolis, Mirandópolis, Pacaembu e Lavínia, foram soltos 80 presos.

Na Coordenadoria do Vale do Paraíba e Litoral, a Justiça determinou a libertação de 80 presidiários. O Ministério Público Estadual, no entanto, considera as 1.166 pessoas que foram soltas até quinta-feira, antes da decisão judicial de sexta-feira (27/3), que beneficiou outros 61 presos.

Esses 61 detentos do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) Edgar Magalhães de Noronha, o Pemano, em Tremembé, todos do regime semiaberto, deixaram o presídio até a noite de sábado.

Outros 88 presos devem deixar o Pemano para cumprir pena em prisão domiciliar, conforme determinação da Justiça. A secretaria que administra os presídios de São Paulo não respondeu sobre os motivos deles seguirem na prisão mesmo após decisão judicial.

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