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Grávidas, duas esposas de PMs ficaram viúvas na véspera do Dia dos Pais

08/08/20 por Caê Vasconcelos

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José Valdir Oliveira Júnior, Celso Ferreira Menezes Júnior e Victor Rodrigues Pinto da Silva foram baleados ao abordar um homem que se passou por policial civil, no Rio Pequeno, zona oeste de SP

Victor seria pai nos próximos dias | Foto: Reprodução

Três policiais militares foram mortos após troca de tiros com um falso policial civil na Avenida Escola Politécnica, no Rio Pequeno, zona oeste da cidade de São Paulo, na madrugada deste sábado (8/8).

Leia também: PM Juliane, morta por ser policial: um ataque aos direitos humanos

Segundo informações da Polícia Militar, a equipe, formada pelo sargento José Valdir de Oliveira Júnior, 37 anos, e pelos soldados Celso Ferreira Menezes Júnior, 33, e Victor Rodrigues Pinto da Silva, 29, abordaram dois homens em uma moto durante um patrulhamento. Um dos homens se apresentou como policial civil, mas usava uma identificação falsa. Os policiais militares recolheram a identificação e uma arma apresentada pela dupla. Ao iniciar a checagem dos documentos, um dos homens, identificado como Cauê Doretto de Assis, 24 anos, sacou uma segunda arma e atirou contra os policiais militares. 

PMs José Valdir Oliveira Júnior, Celso Ferreira Menezes Júnior e Victor Rodrigues Pinto da Silva morreram durante a ação | Foto: Reprodução

Os PMs foram socorridos e encaminhados para o Pronto Socorro do Hospital Universitário. Oliveira Júnior e Victor morreram assim que chegaram. Menezes foi encaminhado para o centro cirúrgico e também morreu. Cauê foi levado para o Pronto Socorro do Hospital Regional de Osasco, na Grande SP, onde não resistiu aos ferimentos e entrou faleceu.

Segundo informações da Polícia Militar, a esposa do sargento Oliveira Júnior, que estava na PM há 14 anos, está grávida de gêmeos e o soldado Victor, que estava na PM há 6 anos, seria pai em poucos dias. O soldado Menezes Junior estava na Polícia Militar há 10 anos e não tinha filhos.

Segundo relato obtido pela reportagem, o homem detido junto com Cauê disse que o falso policial civil estava com duas armas e só apresentou uma para os PMs. Na abordagem, Cauê sacou a outra arma e começou a atirar. O homem disse que correu nesse momento. “Ele surtou, não sei o que aconteceu”, definiu o amigo.

Cauê Doretto de Assis se apresentou com funcional falsa da Polícia Civil | Foto: Arquivo Ponte

Conforme apurado pela reportagem, Cauê estava inscrito na prova para Polícia Militar de 2014. No Instagram, Cauê se identificava como dono da Dukke Entretenimento, casa de shows na Vila Olímpia, zona sul da cidade.

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A corporação afirma que todos foram socorridos, mas não resistiram. Um segundo homem foi detido. O caso foi encaminhado para o 91º DP (Ceagesp) e registrado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil. A Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar para apurar o caso, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública.

ERRATA: Anteriormente a reportagem informou que as esposas dos três PMs estavam grávidas, mas a Polícia Militar confirmou que somente as esposas de Oliveira Junior e Victor estão grávidas, o soldado Menezes não era pai. Matéria atualizada às 14h do dia 9/8

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