Justiça condena ex-PM suspeito de envolvimento em Caso Marielle por porte ilegal de arma

Orlando quando foi preso em outubro do ano passado | Foto: Divulgação PC-RJ

Orlando Oliveira de Araújo foi preso em outubro de 2017 com pistola 9mm; acusado de atuar como miliciano, é suspeito de participar do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Orlando quando foi preso em outubro do ano passado | Foto: Divulgação PC-RJ

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, a 4 anos e um mês de prisão por porte ilegal de arma, segundo o Jornal Extra. Na decisão, a juíza Paula Fernandes Machado, da 5ª Vara Criminal, mencionou que levou em conta o suposto envolvimento do réu com o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, no dia 14 de março deste ano. Orlando estava preso desde outubro do ano passado, quando uma pistola 9mm, 64 munições e 3 carregadores, além de coletes e roupas camufladas foram encontrados dentro da casa dele. Na época, Curicica se revoltou com a operação policial que culminou na prisão dele e chegou a chamar de “palhaçada” e negou todas as acusações.

“Além de possuir mau antecedente e da presente condenação, Orlando responde a processos por crimes de organização criminosa armada e homicídio qualificado, sendo, ainda, investigado por participação no assassinato da Vereadora Marielle Franco, crime hediondo com grande repercussão no País e no mundo”, escreveu a magistrada. A decisão cabe recurso.

Orlando já estava preso quando, no início de maio, uma testemunha do caso Marielle apontou ligação dele e do vereador Marcello Siciliano (PHS) nos assassinatos, como informou jornal O Globo. Ambos negam qualquer envolvimento. Por causa da suposta participação nas mortes, o ex-PM – e apontado como miliciano da zona oeste do Rio – foi transferido, a pedido da Justiça, de Bangu para um presídio federal de segurança máxima.

A Ponte tentou contato com o advogado Pablo Filipe Morais, responsável pela defesa de Orlando Curicica, por telefone e e-mail, mas até a publicação da reportagem não havia retorno.

 

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