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Perguntaram ‘quem está no tráfico’ e mataram três jovens

16/09/20 por Arthur Stabile

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Ataques ocorridos em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, aconteceram a um quilômetro de distância um do outro; moradores contam que assassinos estavam encapuzados

Homens encapuzados atacaram em dois locais diferentes | Foto: Arquivo/Ponte

Três pessoas morreram e duas ficaram feridas em uma chacina em Sapopemba, zona leste da cidade de São Paulo, ocorrida no fim da noite desta terça-feira (16/9).

Moradores que testemunharam os ataques contam que quatro homens chegaram aos locais e perguntaram quem comandava o tráfico de drogas dali. Em seguida, atacaram as vítimas.

Foram dois ataques: um contra dois rapazes na Avenida do Oratório, altura do número 6.600, o outro conta um homem, na Rua Salvador de Mesquita.

“Pessoal chegou de máscara e atiraram no moleque, tomou uns sete tiros perto da quadra. Tem outros dois corpos perto da escola”, descreve um homem, em áudio enviado à Ponte.

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Os relatos apontam para atuação similar nos dois ataques. “Chegaram a pé, olhou para nós e um deles falou: ‘Vocês que estão no tráfico?’, dissemos que não”, detalha uma mulher, em áudio também encaminhado à reportagem

Ela conta que na sequência os quatro caminharam na direção dos dois rapazes, que estavam em uma ponte. “Nem olharam para eles, foram e atiraram. Estavam mascarados e de preto”, diz.

Quem mora na região denuncia que houve movimentação estranha na favela de um dos ataque um dia antes.

Distância entre os dois ataques em Sapopemba | Foto: Google Street View

“De segunda-feira para terça tinha quatro caras encapuzados andando na favela e tirando foto. Estavam armados”, relembra um morador, dizendo que essas pessoas estavam em um veículo sedan de cor prata.

O jovem que morreu próximo à favela chegou a dizer que não morava ali, conforme uma testemunha. Segundo ele, o caso é uma “execução”.

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“Chegou alguém de capuz, com carro, e perguntando quem é o traficante. O moleque disse ‘eu não sou daqui sou do [Jardim] Elba’. E o cara atirou no rosto, no braço…”, afirma, citando ao menos sete tiros disparados.

A Ponte questionou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo do governo João Doria (PSDB), liderada pelo general João Camilo Pires de Campos, sobre os ataques e aguarda um posicionamento.

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