x
Legenda Teste

Ajude a Ponte

Você sabe que a Ponte está do seu lado. Mas, além de coragem, a nossa luta pela igualdade social, racial e de gênero precisa de recursos para se manter. 

Com uma contribuição mensal ou anual, você ajuda a manter a Ponte de pé. Além disso, garante acesso aos bastidores da nossa redação e uma série de benefícios.

Ajude a Ponte

PonteCast | As pontes de afeto e identidade entre mulheres lésbicas

29/08/20 por Ponte Jornalismo

Compartilhe este conteúdo:

Em homenagem ao Dia da Visibilidade Lésbica, a Ponte promoveu uma conversa entre três mulheres lésbicas de diferentes recortes: Gabriela Augusto, Camila Marins e Deborah Martins

Você sabe por que mulheres lésbicas têm um dia para pedir por visibilidade? Definido em 29 de agosto de 1996, o Dia da Visibilidade Lésbica surgiu em após a realização do 1º Senale (Seminário Nacional de Lésbicas). Na ocasião, mulheres lésbicas, principalmente negras, se reuniram para lutar por seus direitos.

Para homenagear a data e a luta das mulheres lésbicas, promovemos uma conversa, ou melhor, uma ponte entre três mulheres lésbicas de diferentes recortes, para mostrar a importância da pluralidade da luta.

Gabriela Augusto, mulher trans e negra, é diretora e fundadora da Transcendemos Consultoria, que tem foco em empregabilidade para pessoas trans. Camila Marins, mulher negra, é jornalista e uma das editoras da Revista Brejeiras, uma publicação de e para mulheres lésbicas. Deborah Martins, mulher indígena, é cozinheira e cuida da página Alecrim Baiano, que luta por uma alimentação consciente e acessível. De São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Durante a conversa, Gabriela, Camila e Deborah trouxeram um pouco de suas vivências enquanto mulheres lésbicas em uma sociedade heteronormativa [conceito de que apenas os relacionamentos entre pessoas de sexos opostos são corretos], que enxerga a mulher sapatão de duas formas, como definiu Deborah, “a do pecado e a do fetiche”.

Luana Barbosa e Marielle Franco, mulheres que amavam mulheres e foram assassinadas, foram lembradas durante a conversa. “Precisamos defender nossas vidas. Não estamos lutando apenas por visibilidades. Estamos lutando para mudar essa realidade complexa que se apresenta”, afirmou Camila.

Também ouvimos o processo de transição de gênero de Gabriela, que precisou sair do armário duas vezes: como mulher trans e como lésbica. A ausência de representatividade, apontou, foi um dos problemas para se descobrir. “Eu não vejo, com frequência, histórias como a minha [mulher trans e lésbica]”.

Solta o som!

Já que Tamo junto até aqui…

Que tal entrar de vez para o time da Ponte? Você sabe que o nosso trabalho incomoda muita gente. Não por acaso, somos vítimas constantes de ataques, que já até colocaram o nosso site fora do ar. Justamente por isso nunca fez tanto sentido pedir ajuda para quem tá junto, pra quem defende a Ponte e a luta por justiça: você.

Com o Tamo Junto, você ajuda a manter a Ponte de pé com uma contribuição mensal ou anual. Também passa a participar ativamente do dia a dia do jornal, com acesso aos bastidores da nossa redação e matérias como a que você acabou de ler. Acesse: ponte.colabore.com/tamojunto.

 

Todo jornalismo tem um lado. Ajude quem está do seu.

Ajude

Comentários

Comentários

Compartilhe este conteúdo:

>