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Justiça de SP mantém condenação de líder do PCC a 30 anos de prisão

09/05/19 por Josmar Jozino

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Marco Willians Herbas Camacho foi condenado por presidir o conselho deliberativo da ‘sintonia dos gravatas’, braço jurídico da facção criminosa, identificado na Operação Ethos

Marcola em audiência na Justiça em que pediu transferência para presídio onde não houvesse o PCC e em uma das suas transferências | Foto: reprodução

A Justiça de São Paulo manteve a condenação de 30 anos aplicada em primeira instância ao preso Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), processado na Operação Ethos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8/5) durante votação, por unanimidade, na 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A Operação Ethos, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão e Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, investigou o envolvimento de presos e de advogados na célula do PCC chamada de “sintonia dos gravatas”, o braço jurídico da facção. Segundo o Gaeco, órgão do Ministério Público Estadual, Marcola foi apontado como presidente do “Conselho Deliberativo” desse núcleo do PCC, formado por ao menos 40 advogados contratados para cuidar dos interesses dos líderes da organização criminosa.

Além dos advogados, também foi preso, julgado e condenado o vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) Luiz Carlos dos Santos. O Gaeco apurou que Santos recebia mesada de R$ 5 mil mensais do PCC para divulgar falsas notícias de violações dos direitos humanos no sistema prisional. Os advogados foram acusados de atuar como ‘pombos-correios”, levando e trazendo recados para os líderes da facção nas prisões.

A 11ª Câmara Criminal manteve ainda a condenação de 30 anos ao preso Cléber Marcelino Dias. Já o réu Paulo Roberto Penha teve a pena de 12 anos e três meses reduzida para cinco anos e 10 meses. Marcola está condenado a uma pena total de 330 anos e seis meses de prisão. Foi processado por homicídios, formação de quadrilha e associações ao tráfico de drogas e a organização criminosa.

Em 13 de fevereiro deste ano, ele e outros 21 presos apontados como líderes do PCC foram transferidos para presídios federais por determinação da Justiça de São Paulo, atendendo ao pedido do Gaeco. O líder máximo do PCC foi levado, a princípio, para a Penitenciária de Porto Velho, em Rondônia. Em 22 de março, Marcola foi removido para a Penitenciária Federal de Brasília, mesma unidade onde estava seu irmão, Alexandro Juvenal Herbas Camacho, o Júnior. Em declarações prestadas à Justiça, Marcola sempre negou ser integrante ou líder de organização criminosa.

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