Especial Trans | Homem trans, com o apoio da família

Os pais e avós de Diogo o apoiaram quando anunciou sua transição para homem trans. ‘A gente só quer que você seja feliz’, disseram

Ilustração: Marcela Saraiva

Para os cristãos, era Sábado de Aleluia – dia em que se celebra a permanência de Jesus Cristo sepultado em seu túmulo, entre a Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa. Para mim era um dia quase comum. Quase, pois eu tinha um compromisso importante: conhecer mais um personagem. Saio de casa às 10h e ando até o ponto, cerca de 3 minutos. Eu moro na zona norte e ele na zona sul. Até o Metrô Santana levo 30 minutos.

De lá, embarco rumo à estação Jabaquara. De fim de semana é bem mais tranquilo pegar transporte público em São Paulo, então consigo realizar o percurso sentada. Quando desembarco no Jabaquara, dou uma olhada no mapa virtual em meu celular pra conferir mais uma vez como chegaria no local da entrevista. Insegura, opto por pegar um táxi. Em 7 minutos, chego à portaria do condomínio residencial da minha fonte.

— Bom dia.

— Bom dia, apartamento 32, por gentileza?

— Qual seu nome?

— Paloma.

— Olá, Paloma. Pode entrar. Ele já está te esperando. Você sabe chegar lá?

— Não.

— Vai reto, daí quando passar pela recepção, você vira pro lado esquerdo pra pegar o elevador.

— Certo, muito obrigada.

— Imagina!

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Seguindo as instruções da funcionária da portaria, chego ao elevador. Terceiro andar. Assim que desembarco, a porta do apartamento 32 abre amigavelmente. Ao entrar, sou bem recebida por dois membros da família, os yorkshires Caco e Billie Joe. Chegou a hora de conhecer a história de Diogo Henrique Silva. Minutos antes de entrar, ele estava assistindo à série “13 Reasons Why” (que conta a trajetória de uma menina, Hannah Baker, que cometeu suicídio após eventuais episódios ruins na escola, incluindo bullying e estupros), produzida e transmitida pela Netflix — canal de streaming engajado em causas sociais, principalmente com o movimento LGBT.

Amor de vó

Em 18 de setembro de 1992, no mesmo dia em que a primeira linha de metrô de São Paulo, a Azul, comemorava 19 anos da inauguração comercial dos trechos Jabaquara e Vila Mariana, nascia o único filho de Rita de Cacia e Valtenor Silva, Diogo. O amor, o carinho e o apoio dos pais, desde o seu nascimento, foram fatores cruciais pra que a trajetória do filho fosse diferente das outras pessoas trans, incluindo os personagens deste Especial Trans.

— Eu tenho muita sorte, pois meus pais me aceitaram muito bem, eles são uns amores. Contei pra eles assim que eu comecei a me hormonizar, e aí minha mãe falou “a gente só quer que você seja feliz”. Eles ficaram preocupados com o tratamento hormonal, mas me apoiaram desde o começo. Quando contei que gostava de mulher foi mais difícil do que quando falei da transexualidade. Minha mãe chorou muito quando contei que gostava de meninas, mas nunca me impediu de nada. Ela tinha medo que eu sofresse, foi a primeira coisa que me disse. A segunda foi que não queria que eu contasse pra minha avó.

Ainda na infância, Diogo já se portava como um menino em diversas situações, principalmente nos momentos de recreação com a prima: sempre que brincavam de boneca, ele escolhia ser o “papai” e, desde muito novinho, já sabia como queria ser chamado. Como ainda não conhecia a transexualidade, não compreendia por que não conseguia se identificar com o gênero de nascimento. Isso causou muitos problemas na escola, pois, para ele, era mais fácil se isolar do que conviver com as outras crianças. Por isso o bullying era frequente. Além de ser chamado de estranho pelos coleguinhas, o seu peso sempre era motivo de piada, já que sempre foi muito magro.

— A forma que encontrei de me defender foi brigando, batendo. Meus pais tiveram uma dorzinha de cabeça comigo, pois eu ia muito pra diretoria. Também sempre fui um aluno na média, se a média era 5 eu tirava 5. Só fui aprender a gostar de estudar na faculdade.

Apesar de querer sigilo, foi Rita que acabou contando para sua mãe, Judite Oliveira da Silva, que Diogo gostava de meninas. Sempre acolhedora e carinhosa, dona Judite apoiou o neto. Um dos momentos mais emotivos da conversa é justamente quando Diogo fala da avó, com quem sempre teve muita proximidade: como seus pais sempre trabalhavam muito (sua mãe é gerente de um banco e seu pai, engenheiro civil), passava muito tempo com a avó durante a infância. Apesar de realizar a matrícula do neto e ser o motivo pelo qual ele escolheu enfermagem, dona Judite não teve a chance de vê-lo concluir o curso, pois faleceu em fevereiro de 2013.

— É até difícil falar dela, porque eu queria muito que ela tivesse aqui. Não tive a chance de contar a ela que sou transexual, mas tenho certeza que ela se orgulharia de mim. Ela era formada em técnica de enfermagem, e, mesmo sem ter atuado na área, sempre ajudava quem precisava. Tínhamos um casal de vizinhos bem idoso, e ela ajudava eles. Também ajudava as crianças da creche nas festas de fim de ano, arrecadando presentes, kit de higiene, etc., e fazia festinhas pra essas crianças carentes pra entregar esses presentinhos, sabe? Então esse amor por cuidar veio dela.

Na faculdade as coisas ficaram mais fáceis pra Diogo, que prefere não falar muito dos anos de solidão da escola. Ele terminou o curso de Enfermagem na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em dezembro de 2015, aos 22 anos. O campus em que Diogo estudou fica localizado a 7 minutos da Castro Burger, hamburgueria que tem como foco a inclusão de LGBTs no mercado de trabalho, citada no perfil do Bruno. Foi na universidade que Diogo conheceu sobre a transexualidade.

‘Uma confusão na cabeça’

Aos 20 anos, no final de 2013, começou a ler o livro Viagem Solitária — Memórias de um transexual 30 anos depois, de João W. Nery, primeiro homem trans a realizar a mastectomia e a cirurgia de retirada dos órgãos reprodutores, em 1977, e símbolo da luta trans no Brasil. Entre pesquisas e leituras, Diogo encontrou nas redes sociais uma ótima aliada pra entender seus conflitos internos.

— No começo da transição, eu fiz um Facebook e não adicionei nenhum dos meus amigos, nem a minha namorada e a minha família, e comecei a adicionar todos os homens trans que encontrava em grupos. Daí eu os seguia no Instagram e ficava olhando as fotos, pra ver a evolução.

Depois de contar para os pais e para a namorada Letícia, em 2014, Diogo decidiu procurar o ambulatório do Centro de Referência e Tratamento DTS/AIDS (CRT). Localizado no bairro Santa Cruz, ao lado do metrô de mesmo nome, na região da Vila Mariana, o CRT possui tratamento de hormonização pra pessoas trans, de forma gratuita. Por ser um serviço público, primeiro faz-se a inscrição e, após a fila de atendimento, é possível realizar o atendimento inicial. O local também fornece atendimento psicológico, mas Diogo optou por realizar esta parte em um tratamento particular.

— No final do mesmo ano comecei a hormonização. O atendimento no CRT sempre foi bom, sempre fui tratado pelo nome masculino. Lá eu passo com a Dra. Naila Janilde Seabra Santos, contei um pouco da minha história pra ela e ela me deu o encaminhamento pra os exames, em 24 de novembro de 2014. De três em três meses, vou lá; tenho que realizar exames, uma lista de exames de sangue, pego o remédio e tomo lá mesmo. O tratamento é pra sempre. Eu tomo injeção de nebido 5 ml intramuscular.

Na faculdade, assim como em casa, a transexualidade de Diogo foi bem aceita, tanto pelos colegas, quanto pelos professores e funcionários. Assim que informou a secretaria, conseguiu trocar o nome na carteirinha de acesso ao campus. Com apoio dos pais e da universidade, Diogo achou que o caminho seria fácil. Porém, para Letícia Aiko as coisas não foram tão aceitáveis de cara. Diogo e Letícia se conheceram no segundo ano de faculdade, durante uma festa, e namoram desde então.

— Foi bem difícil pra ela, ela não aceitou bem no começo. Foi toda uma confusão na cabeça dela: ela sempre foi lésbica e agora ia namorar um homem. Quando contei que queria fazer a mastectomia foi uma luta pra ela, ela chorou muito por um tempo.

— No começo, eu fiquei confusa. Era um assunto novo pra mim, foi ele que me apresentou e explicou todo o contexto, as mudanças, as dificuldades, etc. Depois, comecei a pensar nas vantagens que essa mudança traria pra nós, como, por exemplo, a sociedade passaria a olhar pra gente como um casal hétero e como isso poderia diminuir o preconceito que enfrentávamos antes. Mas, ao mesmo tempo, tentava entender que, pra ele, seria uma dificuldade muito maior, com relação ao preconceito e questões sociais que envolvem toda a documentação pessoal dele, constrangimentos e desentendimentos com isso no dia a dia.

Após inúmeras conversas sobre o assunto, e apesar de se sentir excluída desta nova fase da vida de seu namorado, Letícia conseguiu enxergar que o seu apoio seria crucial para a adaptação de Diogo. Tanto que o primeiro passo para a transição foi dado em conjunto pelo casal.

— Fui eu que apliquei a primeira dose de testosterona nele. Estávamos em casa, ele de pé apoiado na pia do banheiro; no momento que comecei a injetar a medicação, ele desmaiou em cima de mim, com a agulha ainda dentro dele. Foi um desespero pra mim! Pra piorar, quando deitei ele no chão, ele começou a convulsionar. Na hora eu culpava a testosterona e tudo isso que ele estava vivenciando, que o deixava estressado, ansioso, nervoso. Hoje eu acredito que a gente se apaixona por pessoas, independentemente de como elas se definem dentro da sociedade. Pra mim, o Diogo é a mesma pessoa por quem eu me apaixonei no começo, e o namoro não mudou em nada. As pessoas próximas a nós lidam bem isso, principalmente a minha família, que consegue lidar melhor com a nova identidade do Diogo. O meu apoio é muito importante pra ele, sempre conversamos e desabafamos um com outro. Em épocas de crise, eu sinto que preciso ajudá-lo a recuperar a força pra seguir em frente. Outra coisa que percebo, é a necessidade que ele tem de que eu o enxergue como homem, e que eu goste dele como homem.

Além das dúvidas durante a transição, o casal precisou passar por outro desafio: Letícia realizou um ano de intercâmbio em Detroit, nos Estados Unidos. Porém o namoro continuou firme e ambos apaixonados.

— Ela é bastante determinada, tem convicções muito fortes em relação ao relacionamento, à fidelidade. A Letícia é muito inteligente e carinhosa.

— Ele também é muito carinhoso e inteligente. Admiro muito a pessoa que ele é, o ótimo enfermeiro que é, o amor incondicional que ele tem pela família e o quanto ele valoriza isso. O Diogo se dedica muito às atividades que ele gosta, e se dedica pra melhorar quando é necessário. Ele é uma pessoa maravilhosa.

Diogo e Letícia continuaram juntos até junho do ano passado, quando se separaram.

Ser ‘passável’

Depois da transição e da mastectomia, realizada em dezembro de 2016, Diogo não sofre mais preconceito, principalmente quando está com a namorada, uma vez que agora passam despercebido. Além disso, nunca sofreu nenhum caso de transfobia, pois é passável – termo utilizado pra pessoas trans que parecem pessoas cisgêneras (que se identifica com o sexo de nascimento), e consegue usar o banheiro e o vestiário masculino sem problemas.

Os pais de Diogo estão na segunda graduação: juntos, estão cursando o segundo ano de Direito, pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).

— Meus pais são uns doidos. Eles trabalham até as 6 da tarde e vão direto pra faculdade, só chegam aqui em casa depois das 11 horas da noite. Sempre que tem algum evento LGBT ligado ao Direito, eu mando pro meu pai e ele vai. Minha mãe também, sempre procura livros sobre o assunto. Eles são muito engajados na causa trans. Se eu estou no mercado de trabalho hoje, é por conta do apoio que meus pais sempre me deram. Estudei a vida inteira em colégios particulares e só fiz faculdade federal porque eles tiveram condições de pagar um cursinho e me bancar nos 4 anos da graduação, pois eu estudava em período integral. Então, se não fossem eles, eu não teria nada isso. Até na minha mastectomia eu tive ajuda deles, minha mãe pagou metade da cirurgia. Por falar nisso, quando fui realizar a cirurgia, senti um pouco de medo de como ficaria estética, isso me incomoda, pois ainda tenho as cicatrizes, eu não fico a vontade de tirar a camisa e me olhar no espelho, ainda não me sinto bem por causa disso.

Após terminar a faculdade, Diogo foi atrás de um emprego. Seu primeiro registro na carteira de trabalho foi na área de laboratório de coleta (de sangue e arterial) no Hospital Municipal de Pirituba, em maio de 2016. Durante a entrevista, Diogo não teve problemas: realizou todo o processo utilizando o nome social e foi aprovado. Mas, quando foi entregar os documentos na área de Recursos Humanos, as coisas complicaram.

— Eles ficaram bravos, como se eu tivesse mentido. Me perguntaram: ‘mas por que você não avisou antes?’, parecia que eu estava enganando eles. Mas daí não teve jeito, eles já tinham me contratado, só faltava formalizar a entrega dos documentos, e aí ficou por isso mesmo. Eles começaram a procurar e viram que eu podia usar sim o crachá com o nome social e acabou dando certo. Mas fiquei lá só seis meses, acabei pedindo demissão pois era muito longe pra mim.

Há um ano, Diogo entrou com a solicitação pra retificação dos documentos, processo jurídico pra fazer do nome social um registro civil. Apesar de ter recebido aprovação judicial no começo de abril de 2017, ainda precisa aguardar a emissão de um documento por meio do Fórum do Jabaquara. Só assim o cartório poderá prosseguir com a retificação dos documentos.

Em janeiro de 2017, Diogo iniciou a Especialização em Urgência na Unisa (Universidade de Santo Amaro). Com isso, ainda em janeiro, realizou a prova de residência em enfermagem do Hospital Geral do Grajaú, extremo sul de São Paulo. Depois de alcançar uma boa qualificação nas provas, realizou o processo seletivo que lhe rendeu o emprego. Em março de 2017, começou a trabalhar.

— Lá foi bem tranquilo, a minha coordenadora já sabia desde o começo. Eu trabalho no pronto-socorro do hospital, e por enquanto tô acompanhando o enfermeiro. Então eu chego, examino os pacientes, dou uma olhada no ambiente, a gente divide a escala dos funcionários, dos auxiliares e técnicos, quem vai ficar com cada paciente e as funções de cada um. A rotina é checar as sondas, pegar as prescrições médicas e datar as medicações, é mais ou menos isso. Nunca sofri nenhum tipo de discriminação, nem com os funcionários nem com os pacientes.

A rotina de Diogo é intensa. Ele entra no trabalho às 7h da manhã, por isso acorda 4h20. Sai de casa por volta das 5h20. Às 5h30, pega o ônibus Terminal Varginha, no Jabaquara. Desembarca no Hospital Grajaú às 6h30. Como o caminho é contra fluxo, uma vez que muitas pessoas moram no extremo sul e trabalham nas regiões mais próximas do centro, o ônibus é bem tranquilo; não pega trânsito, pois todo o caminho é feito nos corredores exclusivos. Já no retorno pra casa, sempre às 18h30, o transporte público está cheio, pois é o horário em que estudantes estão indo pra as escolas e universidades.

Apesar de ser gostar muito de ir à academia e sair pra apreciar a culinária japonesa com a namorada, Diogo se considera uma pessoa caseira, que prefere o conforto do sofá do que a agitação das baladas e bares de São Paulo.

— Eu sou viciado em série! O que sai de bom na Netflix eu assisto, ainda mais agora que dá pra baixar e assistir off-line eu sempre vou trabalhar assistindo alguma coisa.

Além de ser apaixonado por super-heróis — na porta de seu quarto é possível ver pôsteres de filmes como Os Vingadores e X-Men, Diogo gosta muito do universo mágico de Harry Potter (faz questão de dizer que leu todos os livros, pois há uma implicância com fãs da saga que só assistem aos filmes). A leitura, inclusive, é outro de seus passatempos favoritos. Sempre que dá, lê alguma coisa. Quando o entrevistei, estava lendo O Poder do Hábito — Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e Nos Negócios, de Charles Duhigg. E vez ou outra volta a ler a história do menino bruxo Harry Potter, criada pela inglesa J. K. Rowling.

Quando ouve música, opta pelo rock nacional, como Pitty, Charlie Brown Jr., Velhas Virgens e Raimundos. Quando pergunto se o gosto é baseado na música ou no posicionamento político, Diogo deixa o nervosismo de lado e dá o primeiro sorriso da nossa conversa.

— É um pouco de cada, tanto pela música e pelo posicionamento político. Eu não sou partidário, mas…

— Fora Temer?

— Sim! Fora Temer.

Aproveitando o gancho político, conversamos sobre dois assuntos: o tratamento do movimento LGBT com a sigla T e a proibição das cartilhas que ensinam questões de gênero nas escolas.

— O tratamento do movimento LGBT com a gente é péssimo. Pra falar a verdade, muita gente desconhece as questões de identidade de gênero, mesmo entre gays e lésbicas há uma certa ignorância com o assunto. A maioria sequer sabe que muitas mulheres travestis e trans estão na prostituição, o que faz com que elas sofram mais do que nós, homens trans. Pois pra sociedade a gente é só mais um homem comum, mas elas têm que dar a cara a tapa todo dia, só por sair na rua. As pessoas acham que tem o direito de serem ofensivas com elas. Eu acho que deveria haver uma separação, pois, quando falamos em LGBT, as pessoas automaticamente ligam às questões de sexualidade. Já em relação às cartilhas, deveria ser obrigatório ter esse material nas escolas. Se eu quando criança conhecesse isso, não teria sofrido por tanto tempo, me isolado tanto das outras pessoas como eu fiz.

Quando fui embora, chamei novamente um táxi. Dessa vez, o motorista puxou assunto e falamos do tema do livro que estava escrevendo, e que daria origem ao Especial Trans.

— Vim aqui fazer uma entrevista pra um livro sobre a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho.

— Nossa, que sensacional! É um tema muito importante. Sempre que vejo pessoas trans na mídia estão falando sobre violência ou coisas do tipo.

— Sim! Exatamente por isso pensei em dar um outro tom ao assunto.

— Nossa, parabéns. Tenho certeza que vai ser um ótimo livro!

(*) Perfil originalmente produzidos para o livro TRANSRESISTÊNCIA, de Paloma Vasconcelos, escrito em 2017 como trabalho de conclusão do curso de jornalismo do Fiam-Faam Centro Universitário

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