x
Legenda Teste

Ajude a Ponte

Você sabe que a Ponte está do seu lado. Mas, além de coragem, a nossa luta pela igualdade social, racial e de gênero precisa de recursos para se manter. 

Com uma contribuição mensal ou anual, você ajuda a manter a Ponte de pé. Além disso, garante acesso aos bastidores da nossa redação e uma série de benefícios.

Ajude a Ponte

Novo julgamento da chacina de Osasco, a maior da história de SP, é adiado para 2021

23/11/20 por Arthur Stabile

Compartilhe este conteúdo:

GCM Sérgio Manhanhã e ex-PM Victor Cristilder tiveram sentenças de 100 anos anuladas pelo Tribunal de Justiça de SP, mas seguem presos; advogado solicitou adiamento por suspeita de Covid-19

Câmera de segurança flagrou ação dos matadores em um bar de Barueri | Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo adiou o julgamento de dois réus da maior chacina da história de São Paulo, com 23 mortos em Osasco e Barueri em agosto de 2015. O júri aconteceria nesta segunda-feira (23/11), mas acabou postergado por causa de uma suspeita de Covid-19.

No sábado (21/11), o advogado dos réus, João Carlos Campanini, entrou com petição pedindo o adiamento por estar com suspeita de coronavírus. A Justiça aceitou e, inicialmente, agendou o novo júri para 22 de fevereiro de 2021.

Leia também: Militares condenados por maior chacina de SP são expulsos da PM

A Ponte confirmou o adiamento com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, que não definiu a provável data do julgamento. Apenas explicou que “este ano certamente não será”.

Parentes das vítimas criticam o adiamento. “É uma matança aos poucos das famílias. Se fosse o contrário já tinham resolvido”, diz Zilda Maria de Paula, mãe que perdeu o único filho, Fernando Luís de Paula, em um dos ataques. “Nem direito a recorrer deveriam ter por um massacre tão brutal”.

O Guarda Civil Municipal de Barueri Sérgio Manhanhã e o ex-PM Victor Cristilder respondem pelo crime presos. As defesas tentaram habeas corpus para aguardarem o júri em liberdade, sem sucesso.

Desembargadores da 7ª Vara Criminal do TJ-SP anularam duas das quatro sentenças | Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo

Em agosto de 2019, o Tribunal de Justiça anulou a sentenças de 100 anos e 10 meses e de 119 anos, 4 meses e 4 dias, respectivamente. Eles só serão libertados da prisão caso inocentados no novo julgamento.

Os desembargadores da 7ª Vara Criminal consideraram frágeis as provas responsáveis pelas condenações de Manhanhã e Cristilder. Para os magistrados, somente com os elementos apresentados à Justiça não é possível confirmar a participação dos dois na chacina.

Uma delas é a troca de joinhas em que ambos trocaram pelo aplicativo WhatsApp, que indicaria o início e o fim dos ataques em diferentes áreas de Osasco, Barueri, Carapicuiba e Itapevi.

Leia também: Dez maiores chacinas de SP tiveram participação de PMs

Na mesma avaliação, os juízes de segunda instância mantiveram as penas dos ex-PMs Fabrício Eleutério e Thiago Henklain, condenados em setembro de 2017 a cumprir 255 anos, 7 meses e 10 dias; e a 247 anos, 7 meses e 10 dias de prisão, nesta ordem.

Manhanhã recebeu pena de 100 anos no mesmo júri que condenou Eleutério e Henklain. Já Cristilder teve julgamento isolado, em março de 2018, no qual recebeu a pena de 119 anos.

Já que Tamo junto até aqui…

Que tal entrar de vez para o time da Ponte? Você sabe que o nosso trabalho incomoda muita gente. Não por acaso, somos vítimas constantes de ataques, que já até colocaram o nosso site fora do ar. Justamente por isso nunca fez tanto sentido pedir ajuda para quem tá junto, pra quem defende a Ponte e a luta por justiça: você.

Com o Tamo Junto, você ajuda a manter a Ponte de pé com uma contribuição mensal ou anual. Também passa a participar ativamente do dia a dia do jornal, com acesso aos bastidores da nossa redação e matérias como a que você acabou de ler. Acesse: ponte.colabore.com/tamojunto.

 

Todo jornalismo tem um lado. Ajude quem está do seu.

Ajude

Comentários

Comentários

Compartilhe este conteúdo:

>