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Libertação de inocentes presos

A Ponte é o primeiro veículo a fazer uma cobertura regular sobre as prisões de pessoas e condenadas sem provas pelo aparelho repressivo do Estado. Em pelo menos cinco casos, as reportagens da Ponte ajudaram a libertar inocentes presos. 

  • 1 | João Ricardo Gouveia Bernardes, em 2014
    Então com 17 anos, João Ricardo Gouveia Bernardes saiu de casa para fumar, na região central de São Paulo, em 17 de março de 2014, quando se tornou suspeito de ter cometido um roubo. Policiais militares o abordaram dentro de sua casa e o levaram para ser alvo de um reconhecimento irregular por uma vítima, ainda que imagens de câmeras de segurança do prédio onde morava mostrassem que ele estava no local na hora do crime. O juiz ignorou vídeo e condenou o o jovem, determinando que João fosse para a Fundação Casa, onde ficou por 22 dias. Uma reportagem da Ponte, que foi publicada ainda no jornal O Estado de S. Paulo, já que nosso site ainda não havia sido lançado, denunciou o caso e, juntada ao processo, resultou na libertação do jovem.
  • 4 | Francisco Carvalho Santos, em 2019
    Com 60 anos, Francisco Carvalho Santos tinha problemas de mobilidade e passa por um longo tratamento de um câncer. Por causa disso, tem dificuldade de correr. Mesmo assim, foi colocado como autor de dois roubos a um posto de gasolina em que, na versão da polícia, teria fugido correndo. Funcionários do local o apontaram como suspeito com base em um reconhecimento feito de forma irregular pelos policiais, que apresentaram foto do senhor às vítimas. A Justiça de SP considerou o reconhecimento suficiente para a condenação de 7 anos, 9 meses e 10 dias. Chico permaneceu preso por sete meses, até que a denúncia da Ponte, que trazia detalhes da prisão e das versões, foi anexada ao processo e a Justiça de SP decidiu libertá-lo.
  • 5| Heverton Enrique Siqueira, em 2019. Em 10 de outubro de 2019, Heverton fumava a três ruas de sua casa quando abordado por PMs que buscavam dois suspeitos de roubarem um carro e três celulares. Ele estava com um amigo e ambos foram levados à delegacia. Lá, os policiais os apresentaram para a vítima, que não reconheceu e, depois que os policiais os forçaram a colocar toucas, o motorista disse que os dois eram os assaltantes. Porém, no dia seguinte, a própria vítima viu os reais criminosos na rua e buscou a Polícia Civil para corrigir o erro que cometera. Heverton ficou preso por 40 dias, mesmo a vítima alegando ter se confundido. Só saiu da cadeia quando o homem declarou em juízo que o reconheceu de forma errada.

Pioneirismo nos recortes de raça e gênero na cobertura cotidiana da violência 

A Ponte foi o primeiro veículo de mídia a fazer, desde 2014, uma cobertura regular de segurança pública que destacava a questão racial. Além de apontar para o caráter estrutural do racismo e seu papel na violência, nossa cobertura fazia questão de destacar no noticiário a cor da pele das vítimas de execuções extrajudiciais ou prisões injustas cometidas pelo Estado, desde o título das reportagens, seguindo uma tendência largamente praticada na imprensa hegemônica de outros países, como os EUA, mas ignorada durante muitos anos por aqui. A racialização da cobertura é uma tendência recente na mídia brasileira, verificada principalmente após a repercussão da morte de George Floyd.

A Ponte também foi um dos primeiros veículos a adotar com regularidade o termo feminícidio em sua cobertura, hoje uma tendência generalizada.

Criminosos do Estado afastados das ruas

  • Um policial que aterrorizava a população pobre de São Paulo com uma máscara de palhaço foi afastado das ruas após denúncia da Ponte.
  • Depois que reportagem denunciou as ações de um policial que espancava jovens de favela com pedaço de madeira, o policial e um colega foram presos

Investigação sobre exploração de moradores de rua

Revelação de que empresa terceirizada pela prefeitura de SP explorava moradores de rua levou à abertura de investigação pelo Ministério Público do Trabalho.

Repercussão além das fronteiras e do jornalismo

  • Internacional. Além de ser republicado no Brasil em sites como Uol, El País e Yahoo News, o trabalho da Ponte é mencionado em diversos veículos estrangeiros, como Arte, na França, Guardian, no Reino Unido, Nieman Report e IJnet, nos EUA, Cosecha Roja, na Argentina, e os portugueses Expresso e Jornal de Notícias.
  • Rap. A Ponte Jornalismo, ao lado do portal negro Geledés, é mencionado no rap Conzpirasom, de Eduardo Taddeo, Ferréz e Trilha Sonora do Gueto, alguns dos nomes mais relevantes e rebeldes do hip hop nacional.
  • Pesquisa com moradores de rua. A Ponte realizou um treinamento de moradores de rua que atuaram como entrevistadores para a Pesquisa Social Participativa Pop Rua, realizada pela empresa Sur, de psicanálise, clínica e intervenção social, com financiamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, publicada no livro População de rua (Juruá, 2018).
  • Estudo para a Artigo 19. Para a ONG Artigo 19, de defesa da liberdade de expressão, a Ponte produziu o estudo “Informação Encarcerada: A Blindagem de Dados na Segurança Pública de São Paulo” (2015), que utilizou informações de sua própria apuração para revelar a falta de transparência do governo paulista na área de segurança pública. 
  • Livro das Mães de Maio. As Mães de Maio, uma das mais importantes entidades de direitos humanos do Brasil, escolheu a Ponte para escrever um livro sobre os dez anos dos Crimes de Maio de 2006, que motivaram a criação  do grupo. O resultado foi o livro Mães em Luta – Dez anos dos Crimes de Maio de 2006, publicado em 2016.

Investigações de infiltração ilegal praticada pelo Exército 

Revelamos que o Exército infiltrou um capitão de inteligência com identidade falsa em manifestações populares e grupos de esquerda, o que levou à abertura de cinco investigações sobre o tema, no Ministério Público Federal, no Ministério Público Estadual, no próprio Exército e na Procuradoria de Justiça Militar, além de um convite para um dos autores da reportagem ser ouvido em Brasília pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Água na favela

Menos de uma semana a Ponte denunciar a falta de água que atingia as 300 famílias do Jardim Elizabeth II, na periferia leste da cidade de São Paulo, em plena pandemia de coronavírus, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) iniciou uma obra de emergência para regularizar o fornecimento de água no local.

Mudança na legislação para moradores de rua em São Paulo

A Ponte foi o primeiro veículo a denunciar, em reportagem e entrevista, que a prefeitura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad (PT), continuava a prática de remover objetos pessoais de moradores de rua, inclusive cobertores. Após um morador de rua morrer de frio, o prefeito Fernando Haddad se desculpou e baixou norma proibindo guardas da prefeitura de retirarem objetos pessoais da população de rua. A norma acabaria modificada na gestão seguinte, do prefeito João Doria (PSDB), que retomou as práticas anteriores.